A internet aceita tudo; seja verdade ou mentira, tudo se espalha com grande velocidade. Enquanto os mal intencionados ganham seus cinco minutos de fama, outros sofrem consequências reais pelo que foi dito sobre eles. E nem todo mundo pesquisa a veracidade antes de compartilhar!

Afinal, o que é verdade e o que é mentira sobre o deputado Jean Wyllys?

E, NO CASO DAS MENTIRAS: por quê?

A gente reuniu aqui um pouco do que dizem por aí para colocar em panos limpos:

 

Jean Wyllys propôs uma “emenda” para retirar trechos da Bíblia?

Jean Wyllys quer obrigar as crianças a fazerem cirurgia de mudança de sexo?

Jean Wyllys propôs o ensino da religião islâmica nas escolas?

Jean Wyllys disse que a Bíblia é uma piada e os cristãos, palhaços?

Jean Wyllys pediu a prisão de uma professora cristã?

Jean Wyllys defende o casamento entre pessoas e animais?

Jean Wyllys disse que iria embora do Brasil se o impeachment fosse aprovado?

Jean Wyllys disse que “os negros não podem ser evangélicos?

Jean Wyllys defendeu a pedofilia em entrevista à CBN?

Jean Wyllys quer acabar com a família tradicional?

Jean Wyllys disse que deputados ganham pouco?

Jean Wyllys quer “liberar o tráfico” de maconha?

Jean Wyllys é um defensor do “kit gay”?

Jean Wyllys defende a legalização do aborto?

Jean Wyllys defende a regulamentação da prostituição?

 

 

 

 

 

O próprio Jean explica:

«Não sou autor de nenhum projeto de lei para mudar “trechos homofóbicos da Bíblia”, nem existe nenhum projeto de lei para isso, nem poderia existir (porque o Congresso não pode alterar nenhum livro, a não ser a Constituição), e, aliás, eu não acho que a Bíblia tenha “trechos homofóbicos”. Há, sim, pessoas homofóbicas que interpretam a Bíblia de forma homofóbica, porque, além de homofóbicas, são burras; mas isso é outra questão.»

Por incrível que pareça, essa mentira ridícula foi compartilhada na internet por milhares de pessoas. Aliás, foi uma das mentiras mais compartilhadas sobre Jean Wyllys!

O jornalista Lauro Jardim, do Globo, publicou em junho de 2016 uma matéria denunciando um dos maiores absurdos que essa mentira provocou, que parece notícia do Sensacionalista:

«Vereadores da Câmara Municipal de Feira de Santana, na Bahia, usaram a tribuna na segunda-feira para proferir uma série de discursos contra um projeto de lei de Jean Wyllys que… não existe. De acordo com o site da Câmara Municipal, pelo menos seis vereadores se pronunciaram contra um suposto projeto de lei de Wyllys que visava retirar da Bíblia textos considerados homofóbicos — o boato circula há tempos na internet, mas talvez seja a primeira vez que tenha “conquistado” uma tribuna.»

Depois da matéria do Globo, a Câmara Municipal da cidade, que virou alvo de todo tipo de deboches e piadas na internet, reconheceu o erro — mas até agora, infelizmente, ninguém pediu desculpas ao deputado.

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O deputado Jean Wyllys é autor do projeto de lei “João Nery”, o PL 5002/2013, apresentado conjuntamente com a deputada Érika Kokay. O projeto visa garantir direitos às pessoas travestis, transexuais e transgênero.

Um aspecto desse projeto tem sido, alvo de deturpações e mentiras: a parte da lei que diz respeito às pessoas menores de idade. Foi dito que o projeto “obriga as crianças a mudar de sexo”, que os pais poderiam obrigar seus filhos a isso e que as próprias “crianças” poderiam “mudar de sexo” sem a autorização dos pais.

A primeira e a segunda acusação são ridículas. O projeto reconhece a identidade de gênero como direito: tanto a alteração do nome e do gênero nos documentos quanto as intervenções no corpo para adequá-lo à identidade de gênero auto percebida só serão permitidas com o consentimento legal expresso da pessoa interessada. Ou seja, ninguém, maior ou menor, pode ser obrigado a fazer nada.

A terceira acusação é uma deturpação mais complexa, já que, para entender o alcance da lei, é preciso um conhecimento mínimo da técnica legislativa e do resto da legislação, assim como de conceitos básicos sobre identidade de gênero. Trata-se, portanto, de uma deturpação mais efetiva.

Precisa ser compreendido que a chamada “mudança de sexo” não é, na verdade, uma única coisa que se faz de uma vez só. O “processo transexualizador” inclui vários tratamentos e procedimentos que nem sempre vêm juntos. Por exemplo: uso de bloqueadores de hormônios, terapia com hormônios, cirurgias plásticas, implante de seios ou de próteses penianas, depilação a laser, etc. Algumas pessoas pensam apenas na vaginoplastia (a cirurgia que consiste, resumidamente, na retirada do pênis e dos testículos e na abertura de uma vagina), realizada por pessoas trans com identidade feminina, mas isso é apenas uma parte do processo (uma das últimas, e nem todas as trans fazem).

É óbvio que nenhum médico vai fazer uma vaginoplastia numa criança de 10 anos! Não por disposição legal, mas por razões científicas, da mesma forma que não faria um implante de silicone nos seios de uma menina de 10 anos. Contudo, os fundamentalistas dizem “crianças” para que não pensemos em um/a adolescente com uma idade próxima aos 18 anos, com o corpo desenvolvido e a maturidade física e psíquica necessária.

Da mesma forma que é óbvio que nenhum médico faria uma vaginoplastia numa criança, também é claro que não faz sentido (e seria cruel) obrigar uma pessoa trans a esperar até os 18 anos para iniciar o processo transexualizador ou fazer alguma intervenção no corpo. E quando dizemos “intervenção” não estamos falando de cirurgias (de fato, nem todas as pessoas trans adultas querem mudar a genitália), mas, por exemplo, dos tratamentos hormonais, que é recomendável que sejam iniciados antes dos 18 anos.

A identidade de gênero é auto percebida na mais tenra infância, porque faz parte da identidade da pessoa, da sua personalidade. Somos “meninos” ou “meninas” desde cedo, não por natureza, mas porque essa distinção é fundante na nossa cultura e na nossa língua. Para falar de nós mesmos e nos entendermos como pessoas, precisamos colocar uma marca de gênero, ser “ele” ou “ela”. E as crianças trans, como o resto do mundo, assumem sua identidade de gênero desde cedo. Qualquer pessoa trans pode narrar sua biografia e confirmá-lo, e qualquer família com um/a filho/a trans sabe que ele/a começou a exteriorizar sua identidade assim que começou a falar.

Na puberdade e na adolescência, os caminhos da identidade e da anatomia se separam. Essa menina trans se afirma como menina de uma maneira muito mais forte, porque o gênero e a sexualidade começam a ter uma relevância psicológica e social muito mais forte na sua vida. E, ao mesmo tempo, seu corpo começa a desenvolver caracteres masculinos: os pelos no corpo, a barba, a voz mais grave, os braços, os peitorais, a posição do torso, as feições do rosto, os testículos que começam a produzir sêmen, etc. O mesmo acontece com esse menino trans que, no momento em que ele mais precisa se afirmar como menino, vê seus seios crescerem, sua voz ficar mais aguda, suas cadeiras se desenvolverem como as de uma menina, sua menstruação aparecendo, etc. Há aspectos desse processo que são irreversíveis, mas todo ele é traumático e produz um dano psicológico enorme às pessoas trans.
Exigir que esses e essas adolescentes esperem até os 18 anos para fazer NADA e vejam seu corpo se transformar e desenvolver no sentido contrário à sua identidade psicológica é submetê-los a uma situação de tortura com efeitos que podem ser irreparáveis. O que acontece, na atualidade, é que o início da puberdade é a idade em que a maioria das pessoas trans, rejeitadas pela família, fogem de casa, acabam morando na rua ou em refúgios ou, no melhor dos casos, com amigos/as.

O que o projeto de lei “João Nery” propõe, seguindo o mesmo critério da lei argentina, que está em vigor desde 2012 e não provocou nenhuma das loucuras que os fundamentalistas dizem (e isso é prova de que mentem), é que os procedimentos médicos necessários para a adequação do corpo sejam feitos com o livre consentimento do paciente a partir dos 18 anos de idade, com a autorização dos pais no caso de menores de 18 anos ou com a autorização de um juiz (de acordo com os princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente), caso os pais, por alguma razão, não deem a autorização. O procedimento não é diferente de outros tipos de intervenções no corpo indicadas por um médico. E tudo é feito nos hospitais, por profissionais habilitados e capacitados.

Da mesma forma que nenhum médico vai fazer uma vaginoplastia numa criança de 10 anos (não porque a lei o diga, mas porque seria inadequado do ponto de vista científico, além de antiético), também é verdade que a terapia com bloqueadores hormonais deveria começar, sim, antes dos 18 anos, durante a puberdade. Isso impediria, por exemplo, que um menino trans desenvolvesse seios ou uma menina trans começasse a ter barba e bigodes. Não se pode esperar para fazer isso. O médico é quem vai decidir, com o consentimento do paciênte, quando ele passa, por exemplo, dos bloqueadores para a terapia com hormônios. Também há uma fase de maturação adequada para isso, que será conversada entre os médicos e seus pacientes, com a equipe de um hospital ou centro de saúde especialmente preparado e capacitado para isso.

É isso que os países mais avançados fazem. O projeto recolhe as melhores experiências que existem e funcionam em outros países. E é um projeto que leva em consideração o conhecimento científico mais atualizado.

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O próprio Jean explica:

«Você sabia que os números que a gente usa são chamados de “arábicos”, porque foram desenvolvidos por matemáticos persas e árabes na Índia, a partir das letras árabes, e se expandiram pelo mundo islâmico antes de chegar à Europa? Sabia que boa parte da filosofia grega, inclusive obras de Platão e Aristóteles, foi preservada pelo mundo islâmica durante a Idade Média, o que permitiu seu resgate no Ocidente durante o Renascimento? Sabia que o consumo do café, originário da África, começou sua expansão no mundo árabe e foi torrado pela primeira vez na Pérsia – hoje, o Irã?

Pois é. São muitos os traços da nossa cultura que devemos aos árabes e ao mundo islâmico da Antiguidade. E aqui, no Brasil, a herança deles não se limita apenas à esfiha e ao kibe que comemos nas lanchonetes, mas também a muitas palavras da nossa língua.

Entre outras de origem árabe, podemos citar: açougue, açúcar, alcachofra, alcateia, alfaiate, alforria, algoritmo, almanaque, alvará, arroz, azeitona, damasco, enxaqueca, fulano, garrafa, laranja, limão, nora, oxalá (sim, esse “-alá” final é o Allah mesmo, e a palavra significa: “Se deus quiser”), prisão, tambor, tapete, xadrez, xarope.

Essa herança linguística tem a ver com a invasão muçulmana na Península Ibérica, que começou lá pelo século VIII e influenciou também a língua espanhola. De acordo com o dicionário Houaiss, há cerca de 700 palavras de origem árabe no português. E a coisa não para por aí. O Brasil teve, também, uma importante imigração de diferentes povos árabes, como sírios e libaneses. De acordo com uma pesquisa de 2008 do IBGE, 0,9% dos brasileiros brancos disseram ter origem familiar no Oriente Médio.

A cultura árabe e as tradições islâmicas estão presentes na cultura ocidental e, como parte dela, na cultura brasileira. Na língua, na culinária, na filosofia, nas artes, na literatura. Quem nunca leu os contos das “Mil e uma noites” deveria ler – e qual criança não conhece Simbad, o marinheiro, Ali Babá e Aladin?

Por que estou falando de tudo isso?

Talvez você tenha lido na internet e nas redes sociais que eu apresentei um projeto de lei para “instaurar o ensino obrigatório da religião islâmica nas escolas”. Obviamente, é mentira.

Aliás, é uma estupidez, porque um projeto como esse iria contra a laicidade do Estado, que eu defendo, e seria inconstitucional, porque feriria a garantia da liberdade religiosa – liberdade que se tornou lei graças a um esquerdista baiano como eu, o escritor Jorge Amado.

Porém, esse boato estúpido, como toda mentira, precisa de algo que lhe dê alguma credibilidade. E o que existe, sim, é um projeto de lei, o PL-1780, que propõe incluir no currículo da rede de ensino a temática “cultura árabe e tradição islâmica”.

O projeto não é meu, mas do deputado Miguel Corrêa, porém, eu assinei em apoio a ele em 2011, no primeiro ano do meu primeiro mandato. E continuo achando que ele é bom!

Relendo o texto, mais de cinco anos depois, acho que a fundamentação – que não fui eu que escrevi, porque o projeto não é meu – é confusa e, por isso, foi fácil para os difamadores usá-lo para uma campanha mentirosa.

Se o deputado Corrêa me apresentasse essa proposta hoje, eu responderia: “Tudo bem, mas vamos explicar tudo melhor na fundamentação, porque os difamadores vão deturpar tudo para dizer que queremos promover até o terrorismo islâmico”; mas em 2011, eu ainda não tinha aprendido o quanto é difícil enfrentar pessoas desonestas e de má fé no parlamento, que deturpam tudo e mentem sobre tudo.

Contudo, é importante frisar o seguinte: o que importa de um projeto são seus artigos, que têm valor legal, e os artigos desse projeto são ótimos. O que eles propõem, como vocês já devem ter imaginado, é que se incluam no currículo das escolas conteúdos sobre a cultura, as tradições, a história e inclusive a religiosidade dos povos árabes, o que não tem absolutamente nada a ver com ensinar religião! De fato, o projeto diz que as disciplinas onde isso será feito serão: educação artística, história e literatura.

Ou seja, o projeto propõe que as crianças estudem sobre as artes, a literatura e a história dos povos árabes, da mesma forma que estudamos sobre as dos povos europeus.

De fato, já existe uma lei muito parecida, aprovada em 2003, que dispõe sobre o ensino da cultura e da historia dos povos africanos: a lei 10.639/03. Se algo pode ser dito sobre a religiosidade de qualquer povo, será nesse contexto, da mesma forma que quando os alunos estudam a história da Europa, aprendem também como foi o surgimento do cristianismo e da Igreja Católica e a influência política e social que ela teve em diferentes períodos. Da mesma forma que os alunos estudam a influência da religião cristã nas artes plásticas, na literatura ou na filosofia!

Repito: isso não tem nada a ver com “ensinar religião”. Aliás, aprender tudo isso pode servir também para entender que os povos árabes são muito mais que o terrorismo islâmico, da mesma forma que a história das tradições e da cultura cristã é muito mais que um pastor infeliz e outro com a mala cheia.

Mas os canalhas homofóbicos querem me construir como inimigo da fé cristã e dos cristãos, então, que melhor mentira poderiam inventar? “Jean Wyllys quer ensinar nossas crianças a serem muçulmanas!” Tem que ser muito canalha para inventar uma estupidez como essa e muito burro para acreditar nela.

Mas, infelizmente, tem muito canalha e muito burro. E, infelizmente, também, a imprensa não ajuda. Tem jornalistas que publicam boatos de internet em veículos de comunicação sérios, como se fossem verdade. Já falei sobre isso em outros textos.

Houve, inclusive, jornais que publicaram o boato como se fosse verdade. Tanto custava ler o projeto e ver o que ele realmente diz antes de fazer copy+paste, num jornal, do texto de um boato de internet?

Tanto custava ligar para o meu gabinete e pedir explicações antes de repetir uma mentira? É muita burrice motivada, muita preguiça, muita desonestidade intelectual. E só serve para alimentar discursos de ódio.

Cadê os editores?

Ninguém revisa o que publicam?»

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Essa frase jamais foi dita por ele (e nem qualquer outra parecida), e muito menos foi publicada em uma suposta entrevista ao Jornal do Brasil, como afirmam alguns dos memes e posts criminosos que reproduzem esse boato absurdo na internet com o objetivo de difamar o deputado.

Na realidade, a “notícia” falsa, segundo a qual o deputado Jean Wyllys teria feito essa ofensa contra os cristãos, foi postada em um serviço oferecido pelo Jornal do Brasil em que qualquer internauta pode escrever e publicar uma matéria, sem qualquer tipo de controle e sem que se trate sequer de texto jornalístico.

Logo depois, de forma claramente coordenada, vários blogs, principalmente os de notícias “gospel”, passaram a replicar o conteúdo dessa postagem difamatória e criminosa e a viralizá-lo nas redes sociais.
O deputado Jean Wyllys tem uma história de envolvimento com trabalhos em favor da justiça social, dos direitos humanos e das liberdades civis que remonta a quando ele pertencia às pastorais da Juventude Estudantil e da Juventude do Meio Popular, atuando nas comunidades eclesiais de base da Igreja Católica.

Jean jamais ofenderia os cristãos — e nem qualquer outro tipo de pessoas, de qualquer religião — porque ele é a favor da liberdade religiosa e contra todas as formas de preconceito e intolerância.

Contudo, essa notícia falsa tem um objetivo bem claro: os fundamentalistas religiosos que atuam no Congresso Nacional sempre tentaram apresentar o Jean como um inimigo dos cristãos, par desqualificar seu trabalho em defesa do Estado laico e dos direitos das minorias.

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O próprio Jean explica:

«Eu pensei que, depois do “projeto de emenda constitucional para mudar trechos da Bíblia” e o “ensino da religião islâmica nas escolas”, a máfia fundamentalista e seus robôs nas redes sociais não conseguiriam inventar uma mentira mais estúpida sobre mim… mas eles sempre se superam.

A má-fé desses caluniadores é inesgotável.

Vejam o que eles fizeram agora: pegaram uma foto de uma professora de uma escola de Rondônia que foi agredida pelos alunos em julho de 2016 e, por esse motivo, saiu nos jornais, e montaram uma “notícia” falsa em sites apócrifos, que já começou a viralizar pelo uso de robôs e perfis fake nas redes sociais, com a foto da professora e uma manchete mentirosa que diz: “Jean Wyllys pede prisão de professora cristã”.

Vocês acreditam?

Esses criminosos não têm limites!

É a mesma máquina de propaganda mentirosa que foi usada para todo tipo de campanhas difamatórias contra Marcelo Freixo durante a campanha municipal no Rio de Janeiro.

Os fundamentalistas religiosos são capazes de tudo pelo poder e, por isso, precisamos derrotá-los. E ainda se dizem “pessoas de bem”, defensoras da moral e dos bons costumes. Que bom costume é esse de compartilhar uma link criminoso só porque acreditou na manchete, mas não se deu ao cuidado de verificar se realmente era verdade?»

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Essa é realmente muito engraçada! Casamento entre pessoas e animais! Porém, por incrível que possa parecer, essa mentira sobre Jean Wyllys foi divulgada, inclusive, num programa de TV por um líder religioso…

E não é a primeira vez que essa estupidez é usada para atacar os direitos da população LGBT ou para desqualificar um ativista gay. Na Argentina, durante o debate da lei de casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, aprovada pelo Congresso, um senador falou o segunte:

«Acho que a vida tem de ser defendida, nisto é importante o natural, não o antinatural, senão, amanhã, alguém vai poder se casar com um cachorro, com um burro. Acho que é antinatural.»

Sim, isso mesmo: ele estava comparando o casamento civil entre dois homens ou duas mulheres com o casamento “com um cachorro, com um burro”.

No livro Casamento igualitário, o jornalista Bruno Bimbi, que mora atualmente no Brasil e é assessor do deputado Jean Wyllys, responde, com ironia:

«Façamos um acordo. No dia em que aqueles que dizem isso vierem com seu cachorro, pedirem para casar e o cachorro se expressar em alguma língua compreensível e manifestar de forma clara e inequívoca sua vontade de contrair casamento, nós conversaremos.»

Infelizmente, os inimigos da população LGBT, os homofóbicos e fundamentalistas religiosos de plantão, pela falta de argumentos coerentes e sérios, às vezes recorrem a esse tipo de bizarrices.

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Informa a revista VEJA — uma publicação que, como todos já sabem, tem uma linha editorial contrária às ideias do deputado Jean Wyllys:

«Voltou a circular nesta quarta-feira uma falsa declaração atribuída ao deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) dizendo que, caso confirmado o impeachment de Dilma Rousseff, ele sairia do Brasil. Desta vez, uma montagem traz o deputado segurando um cartaz com a afirmação. A foto, já desmentida pela assessoria do parlamentar, reaviva um boato criado em abril, quando da votação do impeachment na Câmara. “O deputado continuará morando no Brasil e exercendo seu mandato como até agora. Ele jamais disse que iria embora do país, isso é uma estupidez. Esses analfabetos políticos repetem qualquer boato que encontram na internet. A gente fica para lutar e resistir, em defesa da democracia e dos direitos humanos”, afirmou a assessoria de Wyllys a uma seguidora do deputado.»

Jean Wyllys nunca disse que iria embora do Brasil e a foto que foi divulgada (que mostra o deputado segurando um cartaz com essa afirmação) é uma montagem de péssima qualidade — mas a mentira, tantas vezes repetida na internet, fez muitas pessoas acreditarem.
O próprio Jean explica:

«Eu AMO o Brasil e sua gente, essa gente que acorda todas as manhãs e vai trabalhar para sustentar sua família, essa gente que luta por justiça, que defende seus direitos, que não se resigna, que não se rende! Eu não vou abandonar essa gente, porque sou parte dela, porque eu também não me resigno!»

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Os negros, da mesma forma que os brancos, podem ser evangélicos, católicos, judeus, muçulmanos, espíritas, da umbanda, do candomblé, budistas, ateus, agnósticos ou o que eles quiserem. É absurdo pensar que o deputado Jean Wyllys, que é um defensor da liberdade, poderia ter dito algo tão estúpido!

Como é que essa calúnia nasceu? Tem um vídeo de uma audiência em que o deputado está falando sobre racismo e intolerância religiosa contra as religiões de matriz africana. O vídeo foi publicado no YouTube com o título “Jean Wyllys diz que NEGROS DEVEM SAIR DA RELIGIÃO EVANGÉLICA”, frase que não foi pronunciada por ele (e nem qualquer outra parecida). O mais absurdo é que qualquer pessoa que assistisse ao vídeo se daria conta que o título era falso, mas muita gente apenas lê o título, sem sequer assistir…

O que o deputado Jean Wyllys disse?

«”É preciso proteger as religiões de matriz africana e seus adeptos e, para isso, essa proteção não tem que vir só por lei, de forma legislativa. Isso também tem que acontecer no aspecto cultural. Há muitos negros e negras hoje nas igrejas evangélicas. As igrejas evangélicas, hoje, nas periferias , estão tomadas por pessoas negras. É fundamental que esta juventude negra evangélica seja trazida, interpelada, disputada, para que ela mesma defenda a tolerância religiosa e a pluralidade religiosa. Não cabe só às pessoas que estão nas religiões de matriz africana, mas os negros e negras que estão nas igrejas evangélicas precisam ser trazidos e disputados para que a gente crie esse clima de tolerância e de proteção das religiões de matriz africana.»

Ou seja, ele falou sobre a necessidade de que as pessoas negras que são evangélicas também se coloquem contra essa forma de intolerância, cuja origem é racista.

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Uma das primeiras e mais repugnantes mentiras sobre Jean Wyllys que os fundamentalistas religiosos divulgaram através da internet foi que ele tinha defendido a pedofilia em uma entrevista à CBN – afinal, o gay sempre tem que ser apresentado como um perigo para os meninos. “O pedófilo pode ter um papel fundamental no desenvolvimento sexual do menino”, foi a frase absurda que lhe atribuíram, e foram criados dezenas de memes com essa e outras frases parecidas, supostamente extraídas da entrevista.

“A CBN denuncia uma calúnia que vem circulando nas redes sociais contra a emissora. Trata-se de uma informação totalmente falsa sobre uma suposta entrevista do deputado federal Jean Wyllys na qual o parlamentar teria defendido a pedofilia. Tal declaração nunca foi feita na CBN”, diz uma nota oficial da emissora, divulgada em março de 2013. Mas já era tarde demais: muita gente já tinha acreditado no boato.

As tentativas de associar a homossexualidade à pedofilia são tão antigas quanto o ódio e a violência homofóbica, embora qualquer pessoa um pouco mais informada sobre o assunto saiba que, estatisticamente, na grande maioria dos casos, o abuso sexual de crianças é cometido contra meninas e os abusadores são pessoas da família: pais, irmãos, tios, avôs.

E boa parte dos casos denunciados de abuso sexual de meninos do sexo masculino é cometida, vale dizer, por padres e pastores, geralmente os mesmos que divulgam discursos de ódio contra os homossexuais!

Pois é, contra fatos, não há argumentos.

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Em primeiro lugar, a “família tradicional” é um mito. Na vida real, há muitos tipos de família! E todas as famílias são legítimas e merecem todo o nosso respeito!

O que acontece é que aprendemos, desde crianças, a achar que existe um único arranjo nuclear de família: pai, mãe e filh@s. Contudo, este modelo de família tido como “tradicional” deixou de ser maioria no Brasil, representando 49,9% dos domicílios, enquanto demais arranjos familiares já formam a maioria, com 50,1%, como mostram os últimos dados do IBGE.

Diversas famílias são compostas por apenas um pai ou uma mãe e filh@s, casais do mesmo sexo com filh@s, casais do mesmo ou de diferente sexo sem filh@s, famílias formadas por afinidade ou por adoção, crianças que vivem com seus avós, e demais possibilidades. Em todos os casos se observa o princípio básico de qualquer família: o amor e a proteção entre seus membros. O conceito de família não se resume a laços parentais ou ao comercial de margarina!

O reconhecimento de um arranjo familiar implica na proteção do Estado a essas pessoas. Ou seja, direitos sucessórios, de bens e rendas, adoção, e todos os demais direitos decorrentes, por exemplo, do casamento civil, que é possível entre pessoas do mesmo ou de diferente sexo. Reconhecer um arranjo familiar considerado “não tradicional” não afeta em nada os direitos das famílias “tradicionais”! Não lhes tira nenhum direito e não lhes impõe qualquer obrigação.

O que o deputado Jean Wyllys defende é que TODAS as famílias tenham os mesmos direitos e sejam respeitadas.

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Consultado pelo apresentador Marcelo Tas sobre se o salário de um deputado era “excessivo”, a partir da pergunta de um internauta que acompanhava uma entrevista na televisão, o deputado respondeu que ele não achava, na época, que fosse.

Jean explicou claramente que, no seu caso particular, ele recebia quase o mesmo que ganhava antes de ser deputado, como professor universitário com dedicação exclusiva e responsável por um projeto de pesquisa na iniciativa privada.

Ele não disse (e também não pensa!) que o salário de um parlamentar seja baixo, ainda mais se considerando que o salário mínimo, hoje, é bem menor do que o valor que o seu partido, PSOL, vem ano a ano lutando para implantar para tod@s @s trabalhador@s. E é bom dizer que o PSOL votou contra o aumento do salário dos deputados! Como sua fala foi deturpada para uma nova mentira nas redes sociais, Jean fez algo inédito: publicou um texto explicando detalhadamente quanto recebe um deputado, com todos os números.

Por outro lado, ele explicou que a verba parlamentar e a cota para salários de funcionários não fazem parte do salário de um deputado: esse dinheiro não é para o deputado, não fica com ele! Algumas pessoas, por ignorância ou má fé, somam esse dinheiro ao salário e dizem que parlamentares recebem um salário muito maior do real.

Não podemos generalizar tudo. Ainda há muitos deputados que vivem do salário e usam a verba parlamentar com honestidade. Parlamentares como Jean — que não roubam, não recebem dinhero ilegal e não estão em nenhuma lista da Odebrecht.

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O projeto de lei nº 7270/2014, elaborado pelo mandato do deputado Jean Wyllys, legaliza e regulamenta a produção e comercialização da maconha e faz importantes mudanças em toda a legislação sobre políticas de drogas. O projeto não pretende “liberar” o comércio da maconha, mas regulá-lo e acabar com o tráfico ilegal. Aliás, a maconha já está, na prática, “liberada”. Existe uma legislação que proíbe a maconha e um sistema de produção e comercialização que funciona, sem qualquer impedimento, no mundo real.

Cada pessoa que é presa ou executada pela polícia ou por uma facção rival — quase sempre pobres, favelados, e, na maioria dos casos, jovens e negros; quase sempre aqueles que têm a menor responsabilidade e os menores lucros, na ponta — é substituída por outra, sem atrapalhar ou impedir a continuidade do circuito. Milhares de pessoas morrem por causa disso, mas o sistema continua “funcionando”. O Estado “regula” esse sistema de maneira informal e clandestina, através de uma rede de cumplicidades que envolvem as forças de segurança e os poderes públicos. E a maconha (como as outras drogas ilícitas) é importada, plantada, produzida, industrializada, vendida e comprada de forma ilegal sem que o Estado consiga impedi-lo. É uma farsa, uma mentira que custa milhares de vidas!

Ninguém sabe a composição da maconha que é vendida, sua qualidade não passa por qualquer tipo de fiscalização nem precisa se adequar a nenhuma norma; o consumidor não recebe qualquer tipo de informação relevante para a sua saúde e segurança e diversos processos de industrialização são realizados sem qualquer controle. Não há restrições à venda que impeçam o acesso dos menores de idade a esse comércio ilegal — seja como compradores, seja como vendedores ou “soldados” do tráfico — e tudo isso funciona sob o império da violência, das guerras de facções, da corrupção e brutalidade policial e do descaso e/ou da impotência do poder público. A proibição não acabou com o tráfico e produziu males ainda piores. Fracassou no mundo inteiro!

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Em primeiro lugar, o “kit gay” não existe. Nunca existiu.

O que os fundamentalistas religiosos e homofóbicos chamam de “kit gay” foi, na verdade, um programa de combate ao preconceito e ao bullying nas escolas, elaborado pelo Ministério da Educação em parceria com especialistas durante o governo Dilma e cancelado pelo mesmo governo por pressões de setores religiosos do Congresso e pelo efeito de boatos espalhados nas redes e na mídia ligada a igrejas evangélicas fundamentalistas.

Na época, foram divulgadas supostas “cartilhas” que não eram autênticas, para tentar assustar as pessoas, falando que a escola iria “ensinar” as crianças a fazer sexo ou a “ser gays”. Isso é simplesmente absurdo. Ninguém pode ser “ensinado” a ser gay, lésbica, bi ou hétero. A orientação sexual não se ensina e nem se aprende e também não pode mudar, faz parte da natureza de cada um de nós.

O que o programa “Escola sem homofobia” pretendia era oferecer aos alunos informação científica sobre a sexualidade humana, adequada a cada idade, e combater o preconceito e a violência LGBTfóbica nas escolas. Nunca existiu nenhum “kit gay” e nem qualquer material impresso ou filme com cenas de sexo, como foi dito.

Na verdade, o programa “Escola sem homofobia” não pretendia fazer mais do que as escolas fazem em qualquer país democrático e minimamente desenvolvido do mundo, no século XXI.

Jean Wyllys não participou da elaboração do programa, mas foi a favor dele, como qualquer pessoa sensata.

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O projeto de lei nº 882/2015, elaborado pelo mandato do deputado Jean Wyllys com a participação do setorial da mulheres do PSOL e de diversos movimentos feministas, reconhece os direitos sexuais e reprodutivos da mulher e garante o direito de escolha para a prática do aborto seguro, legal e gratuito.

A primeira razão para legalizar o aborto é, na verdade, a falta de razões contrárias: não há justificativa para que o aborto seguro seja ilegal e as mulheres que o praticam e os profissionais (ou, no pior dos casos, não profissionais) que as assistem sejam considerados criminosos. Todos os argumentos que, ao longo do tempo, têm sido oferecidos a modo de justificativa para manter a atual legislação não passam de um conjunto mal articulado de mentiras, omissões e hipocrisias cujo efeito se mede, anualmente, em vidas humanas. Vidas indiscutíveis, seja pela ciência, pela filosofia ou pela religião, de mulheres já nascidas. E o único motivo para isso é a vontade de uma parcela do sistema político e de instituições religiosas de impor suas crenças e preceitos morais ao conjunto da população, ferindo a laicidade do Estado.

Nos países onde o aborto é ilegal, sua prática em clínicas privadas é socialmente tolerada e raramente perseguida. As mulheres que têm condições de pagar conseguem realizá-lo nas mesmas condições dos países onde é legal. Já as mulheres da classe trabalhadora precisam recorrer a métodos inseguros, sem acompanhamento dos sistemas de saúde e assistência social, e ameaçadas pela possível punição.

Ou seja, a criminalização do aborto só vale, na prática, para as mulheres pobres.

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O próprio Jean explica:

«Durante a minha primeira campanha como candidato a deputado, eu recebi o pedido do movimento organizado das prostitutas, que era liderado por Gabriela Leite — que foi minha amiga até a morte e era uma pessoa maravilhosa —, para conversar com elas sobre essa reivindicação histórica da categoria.

Elas me explicaram que a falta de uma regulamentação legal do trabalho sexual as deixava totalmente desprotegidas, principalmente no caso das prostitutas mais pobres. Eu ouvi (acho que aprender a ouvir é algo muito importante para um deputado) e prometi a elas que, se fosse eleito, levaria essa pauta ao Congresso. Elas me disseram que tinham me escolhido porque sabiam que outros parlamentares ficariam com medo de “defender prostitutas”, porque seriam difamados e estigmatizados por isso. Quando fui eleito, encontrei novamente com elas e começamos a trabalhar. Existia um projeto anterior, do ex-deputado Gabeira, que já tinha sido arquivado, mas elas queriam fazer algumas alterações e correções e a minha assessoria também ajudou. Nosso projeto de lei foi registrado com o número 4211/2012.

A decisão final sobre o texto foi do movimento. Elas o debateram em encontros presenciais em diferentes estados e também por grupos de e-mails. E eu acatei as propostas por uma razão muito simples: eu não sou mulher e nunca fui garoto de programa, portanto, não tenho a experiência concreta de vida que elas têm. Muita gente critica o projeto sem falar com as prostitutas, como se elas não tivessem o direito de ser ouvidas. Eu fiz isso: ouvir e tentar representar. É o meu papel como deputado.»

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