12/11/12

Veja que lixo!




Riobaldo, CABRA macho, se apaixonou por Diadorim, que ele julgava ser um homem

Eu havia prometido não responder à coluna do ex-diretor de redação de Veja, José Roberto Guzzo, para não ampliar a voz dos imbecis. Mas foram tantos os pedidos, tão sinceros, tão sentidos, que eu dominei meu asco e decidi responder.

A coluna publicada na edição desta semana do libelo da editora Abril — e que trata sobre o relacionamento dele com uma cabra e sua rejeição ao espinafre, e usa esses exemplos de sua vida pessoal como desculpa para injuriar os homossexuais — é um monumento à ignorância, ao mau gosto e ao preconceito.

Logo no início, Guzzo usa o termo “homossexualismo” e se refere à nossa orientação sexual como “estilo de vida gay”. Com relação ao primeiro, é necessário esclarecer que as orientações sexuais (seja você hétero, lésbica, gay ou bi) não são tendências ideológicas ou políticas nem doenças, de modo que não tem “ismo” nenhum. São orientações da sexualidade, por isso se fala em “homossexualidade”, “heterossexualidade” e “bissexualidade”. Não é uma opção, como alguns acreditam por falta de informação: ninguém escolhe ser homo, hétero ou bi.

O uso do sufixo “ismo”, por Guzzo, é, portanto, proposital: os homofóbicos o empregam para associar a homossexualidade à ideia de algo que pode passar de uns a outros – “contagioso” como uma doença – ou para reforçar o equívoco de que se trata de uma “opção” de vida ou de pensamento da qual se pode fazer proselitismo.

Não se trata de burrice da parte do colunista portanto, mas de má fé. Se fosse só burrice, bastaria informar a Guzzo que a orientação sexual é constitutiva da subjetividade de cada um/a e que esta não muda (Gosta-se de homem ou de mulher desde sempre e se continua gostando); e que não há um “estilo de vida gay” da mesma maneira que não há um “estilo de vida hétero”.

A má fé conjugada de desonestidade intelectual não permitiu ao colunista sequer ponderar que heterossexuais e homossexuais partilham alguns estilos de vida que nada têm a ver com suas orientações sexuais! Aliás, esse deslize lógico só não é mais constrangedor do que sua afirmação de que não se pode falar em comunidade gay e que o movimento gay não existe porque os homossexuais são distintos. E o movimento negro? E o movimento de mulheres? Todos os negros e todas as mulheres são iguais, fabricados em série?

A comunidade LGBT existe em sua dispersão, composta de indivíduos que são diferentes entre si, que têm diferentes caracteres físicos, estilos de vida, ideias, convicções religiosas ou políticas, ocupações, profissões, aspirações na vida, times de futebol e preferências artísticas, mas que partilham um sentimento de pertencer a um grupo cuja base de identificação é ser vítima da injúria, da difamação e da negação de direitos! Negar que haja uma comunidade LGBT é ignorar os fatos ou a inscrição das relações afetivas, culturais, econômicas e políticas dos LGBTs nas topografias das cidades. Mesmo com nossas diferenças, partilhamos um sentimento de identificação que se materializa em espaços e representações comuns a todos. E é desse sentimento que nasce, em muitos (mas não em todas e todos, infelizmente) a vontade de agir politicamente em nome do coletivo; é dele que nasce o movimento LGBT. O movimento negro — também oriundo de uma comunidade dispersa que, ao mesmo tempo, partilha um sentimento de pertença — existe pela mesma razão que o movimento LGBT: porque há preconceitos a serem derrubados, injustiças e violências específicas contra as quais lutar e direitos a conquistar.

A luta do movimento LGBT pelo casamento civil igualitário é semelhante à que os negros tiveram que travar nos EUA para derrubar a interdição do casamento interracial, proibido até meados do século XX. E essa proibição era justificada com argumentos muito semelhantes aos que Guzzo usa contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Afirma o colunista de Veja que nós os e as homossexuais queremos “ser tratados como uma categoria diferente de cidadãos, merecedora de mais e mais direitos”, e pouco depois ele coloca como exemplo a luta pelo casamento civil igualitário. Ora, quando nós, gays e lésbicas, lutamos pelo direito ao casamento civil, o que estamos reclamando é, justamente, não sermos mais tratados como uma categoria diferente de cidadãos, mas igual aos outros cidadãos e cidadãs, com os mesmos direitos, nem mais nem menos. É tão simples! Guzzo diz que “o casamento, por lei, é a união entre um homem e uma mulher; não pode ser outra coisa”. Ora, mas é a lei que queremos mudar! Por lei, a escravidão de negros foi legal e o voto feminino foi proibido. Mas, felizmente, a sociedade avança e as leis mudam. O casamento entre pessoas do mesmo sexo já é legal em muitos países onde antes não era. E vamos conquistar também no Brasil!

Os argumentos de Guzzo contra o casamento igualitário seriam uma confissão pública de estupidez se não fosse uma peça de má fé e desonestidade intelectual a serviço do reacionarismo da revista. Ele afirma: “Um homem também não pode se casar com uma cabra, por exemplo; pode até ter uma relação estável com ela, mas não pode se casar”. Eu não sei que tipo de relação estável o senhor Guzzo tem com a sua cabra, mas duvido que alguém possa ter, com uma cabra, o tipo de relação que é possível ter com um cabra — como Riobaldo, o cabra macho que se apaixonou por Diadorim, que ele julgava ser um homem, no romance monumental de Guimarães Rosa. O que ele, Guzzo, chama de “relacionamento” com sua cabra é uma fantasia, pois falta o intersubjetivo, a reciprocidade que, no amor e no sexo, só é possível com outro ser humano adulto: duvido que a cabra dele entenda o que ele porventura faz com ela como um “relacionamento”.

Guzzo também argumenta que “se alguém diz que não gosta de gays, ou algo parecido, não está praticando crime algum – a lei, afinal, não obriga nenhum cidadão a gostar de homossexuais, ou de espinafre, ou de seja lá o que for”. Bom, nós, os gays e lésbicas, somos como o espinafre ou como as cabras. Esse é o nível do debate que a Veja propõe aos seus leitores.

Não, senhor Guzzo, a lei não pode obrigar ninguém a “gostar” de gays, lésbicas, negros, judeus, nordestinos, travestis, imigrantes ou cristãos. E ninguém propõe que essa obrigação exista. Pode-se gostar ou não gostar de quem quiser na sua intimidade (De cabra, inclusive, caro Guzzo, por mais estranho que seu gosto me pareça!). Mas não se pode injuriar, ofender, agredir, exercer violência, privar de direitos. É disso que se trata.

O colunista, em sua desonestidade intelectual, também apela para uma comparação descabida: “Pelos últimos números disponíveis, entre 250 e 300 homossexuais foram assassinados em 2010 no Brasil. Mas, num país onde se cometem 50000 homicídios por ano, parece claro que o problema não é a violência contra os gays; é a violência contra todos”. O que Guzzo não diz, de propósito (porque se trata de enganar os incautos), é que esses 300 homossexuais foram assassinados por sua orientação sexual! Essas estatísticas não incluem os gays mortos em assaltos, tiroteios, sequestros, acidentes de carro ou pela violência do tráfico, das milícias ou da polícia.

As estatísticas se referem aos LGBTs assassinados exclusivamente por conta de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero! Negar isso é o mesmo que negar a violência racista que só se abate sobre pessoas de pele preta, como as humilhações em operações policiais, os “convites” a se dirigirem a elevadores de serviço e as mortes em “autos de resistência”.

Qual seria a reação de todas e todos nós se Veja tivesse publicado uma coluna em que comparasse negros e negras com cabras e judeus com espinafre? Eu não espero pelo dia em que os homens e mulheres  concordem, mas tenho esperança de que esteja cada vez mais perto o dia em que as pessoas lerão colunas como a de Guzzo e dirão “veja que lixo!”.

Jean Wyllys

Deputado Federal (PSOL-RJ)

 

 

 

 

 

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471 recados no nosso Veja que lixo!

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  1. J.R.|

    Seu.Lindo.
    Jean, cara, você é demais!

  2. José Roberto|

    Caro Jean,

    Fiquei maravilhado ao ler seu texto em resposta ao tal jornalista que se relaciona com cabras. Que bom que você existe! Que bom que você é deputado! Que bom que você é brasileiro e baiano, como eu!

    Um grande abraço!!!

  3. Francisca Reis|

    Espero que um dia as pessoas digam:
    - “Veja? Que lixo!”

  4. Fabricio|

    Ainda bem que não leio a Revista Veja, nem de graça. Uma revista totalmente manipuladora e “prostituta” se vende por qualquer porcaria. O que fico chateado e mais revoltado é que tem idiotas que ainda assinam a Veja. Em nosso país deveria haver um código de ética não somente para jornalistas, mas também para todas empresas de comunicação, mas como disse, infelizmente nosso país é movido a interesses políticos e a milhões. E os brasileiros, como são simplesmente passivos a tudo, ou melhor dizer, são bandos de otários, que acham chique pagar e caro para ser manipulado. Mas como diz o ditado: “Enquanto existir cavalo, São Jorge não anda a pé” ou melhor, Roberto Civita andará de jatinho exclusivo e mandando uma banana para o povo brasileiro que se satisfazem com as peladas que a Globo transmite.

  5. Raul|

    Parece que estamos vivendo numa época de ditadura gay!
    É a época de quem se faz de coitado, de minoria, ter poder para esmagar quem pensa diferente.
    Para quem não sabe, vc não pode denegrir nem humilhar uma determinada pessoa, bem como constranger alguém pelo seu desvio, agora quanto a falar de forma genérica, isto não é e nunca será proibido.
    Eu acho engraçado é o fato de os homossexuais pedirem para respeitarem sua opção sexual, mas os mesmos não respeitam a minha opção de ser heterossexual. A vida social no Brasil está chegando a um ponto em que se eu receber a cantada de um gay e recusar o convite, serei tratado como homofóbico!
    Domingo é a parada gay aqui em Copacabana. Poderia ser um momento político/cívico de reivindicação de seus direitos, ok. Mas não é. É um carnaval. Um dia inteiro de gritaria, de música ensurdecedora que não te deixa ler ou assistir tv. Alguns poucos representantes sérios, mas um monte de gente bêbada se exibindo sexualmente, se bolinando. Sexo, seja da forma que cada um preferir, é entre quatro paredes, não na rua. Não condeno a parada em si e não aprovo agressões homofóbicas, mas quem quer ser respeitado, tem que respeitar. Postura é tudo, este tipo de comportamento só reforça a associação entre gays e libertinagem.
    Parece que para os gays, quem discorda deles é taxado de homofóbico! Possuem direitos iguais (todos são iguais perante a lei) pois são como os héteros: seres humanos.
    Falam tanto em “respeito”,mas querem obrigar todos a aceitar a opção/estilo (seja o que for) deles. Se ofendem c/facilidade contra qualquer comentário que discorde da “filosofia” gay.
    Ninguém é obrigado a concordar com a postura dos ativistas gays (os quais não representam a “causa” gay.) Não existe causa gay ou hétero. O que existe é intere$$e em poder e status.
    Quase ninguém luta pelas vítimas de assaltos, latrocínios, pelos direitos do cidadão, pelas famílias de PMS mortos ou q viverão c/sequelas.

  6. Rafael|

    Ao invés de questionar trechos da coluna, o senhor poderia combater a ideia central da mesma. Porque eu concordo plenamente com o que ele diz, apesar de ele ter sido deselegante em algumas passagens.
    O texto dele me lembra a questão das cotas para negros, que ao meu ver só servem para estimular o racismo e distinguir as pessoas pela cor. Ora, se há assassinatos de homossexuais, há tb de torcedores de clubes de futebol, porém isso se deve não ao racismo em si, mas ao problema social existente no país. As pessoas matam por qualquer motivo, qualquer coisa serve de pretexto.
    Finalizando, não acredito que seja o seu caso, mas a população em geral sabe ler, mas não interpretar, por isso se revolta tanto assim com o texto do colunista.
    Detalhe, não sou homofóbico, antes que alguém diga, apenas prego a liberdade de pensamento e expressão, porém ficar fazendo propaganda homossexual não ajuda a acabar com o preconceito.

    Rafael

  7. Gllauco Smith|

    Belo texto! Pertinente, sensato, lúcido… É necessário combater todo e qualquer tipo de preconceito. São textos como os de Jean Wyllys que fazem com que, educadores como eu, continuemos a acreditar que é possível educar para a construção de um outro tipo de arranjo societário: mais humano, mais justo, mais democrático e mais respeitoso à diversidade de comportamentos humanos. São textos como esse que nos impulsiona a educar mesmo em tempos de desencanto!!!

  8. Nara|

    Dep. Jean Willys:
    Parlamentar impecável e merecedor do respeito de todos os brasileiros e brasileiras – especialmente dos baianos, por tê-lo como conterrâneo -, brilhante representante/defensor de causas tão ignoradas, e porque não dizer, excluídas mesmo.
    Um grande abraço de sua admiradora,
    Nara

  9. Fernando|

    Os homossexuais mereciam representantes mais inteligentes e menos demagogos. O texto periclitante (da Veja) demonstra de forma bastante crítica que a militância gay, burra e agressiva, só complica a vida dos gays. Se tivessem lderanças espertas e capazes certamente estariam bem melhor. Parece que as lideranças gays ainda não entenderam que a base da sociedade é a família. É mudando as relações familiares que serão mudadas leis e costumes, não o contrário. A certidão de casmento com a conhecemos somente vei a existir muitos séculos após o reconhecimento, pela sociedade, que a unidade básica familiar era formada por um homem e uma mulher. Quando a maior parte da sociedade acreditar que a unidade básica da família pode ser formada por dois homens, duas mulheres, dois homens e um mulher (tem país que pode um home e muitas mulheres).. um homen e uma cabra, duas cabras um boi… enfim o que quer que seja, a Lei certamente será mudada. Agora, uma minoria tentar enfiar goela abaixo de toda o restante da sociedade sua agenda, é de lascar. Tem que negociar. Tem que esperar. Passar a EXIGIR direitos sobrenaturais, só complica e levanta a ira daqueles que são contrários à causa. Ao contrário de vocês, acredito que o texto foi bem escrito, e trata de um problema seríssimo dos homossexuais: sua liderança!

  10. Nivea Leite|

    Nao acho que o texto seja uma falácia intelectual. Creio que o Guzzo seja meio burro mesmo.

  11. Elisangela Dias|

    Realmente, “Veja que lixo”. Não poderia ter outro nome mais apropriado. Parabéns pela clareza, pela lucidez e pela objetividade nas palavras.

  12. Eduardo|

    Um tapa na cara de qualquer homofóbico.
    Infelizmente, nossa civilização ainda é muito ignorante. A pobreza intelectual é a nossa pior miséria. Um dia, nas crônicas desse mundo, teremos vergonha das insanidades de outrora.
    Parabéns!

  13. Bárbara Caldas|

    Oi, Jean, concordo, que o texto do José Roberto foi infeliz, mas ele chamou a atenção para uma coisa que eu acho que o grupo que de fato legitima o movimento LGBT deve ficar atento: é a facilidade como hoje em dia toda e qualquer indisposição entre uma pessoa hetero e uma homossexual é chamada pelo segundo de homofobia, palavra esta que deveria ser o alicerce da luta dos LGBT, tem sido largamente utilizada de modo leviano. Por exemplo, tive problemas com vizinhos muito barulhentos, que insistentemente colocavam um som altíssimo nos horários que lhes davam na telha, recusando sempre às minhas solicitações de abaixa-lo. Quando a questão acabou indo para o condomínio e eles foram multados, a primeira providência que tomaram foram dizer que aquele era um caso de homofobia, ao invés de um caso onde um grupo de moradores de um apartamento de um condomínio tinha a arbitrariedade de propagar os sons de sua casa do modo que melhor lhe aprouvia sem se importar com o incômodo dos demais. Tem sido perigoso, principalmente para a causa mais que justa de vocês, o uso indiscriminado da palavra homofobia. Coloquei aqui o meu caso apenas como o exemplo pessoal que me cabe e que lhe garanto que foi muito desagradável, até porque tenho vários gays em minha família e em meu círculo de amizades, pessoas as quais amo e respeito, mas poderia citar aqui vários outros casos de amigos meus de orientação heterossexual que tiveram também momentos em que foram injustamente chamados de homofóbicos por terem tido momentos de desavença com pessoas de orientação homossexual, quando a origem de tal caso passava mais do que longe disso.
    Essa falta de critério com a qual a palavra homofobia muitas vezes é utilizada, é um veneno para o apoio que o grupo LGBT recebe e possa vir as receber dos grupos chamados de dominantes e é assunto que, creio eu, deva ser alvo de vossas meditações.

  14. Cacilda|

    Parabéns pelo texto e pelo – corretíssimo – posicionamento!!! Entendo quando o senhor fala do asco que teve que deixar de lado para responder a tanta imbecilidade. Às vezes desanima debater com a falta de interesse em entender. Como o senhor bem disse, não se trata de pura e simples ignorância; é a necessidade de espalhar o preconceito, o ódio e a falta de respeito. Esteja atento e disposto a esclarecer…sempre!!!

  15. Felipe Grillo|

    Obrigado, Jean!

  16. Mauricio|

    Brilhante essa matéria, Jean. Te confesso que infelizmente a minha esperança de, como gay, viver numa sociedade mais justa e menos preconceitosa, já acabou há muito tempo. Porque o Brasil tem uma grande facilidade de:aceitar políticos corruptos (não todos, é claro!), pedófilos, traficantes, assassinos, assaltantes, enfim. Quando é a vez dos homossexuais, a sociedade preconceituosa e hipócrita que é, sempre foi e sempre será nos trata como diabo, demônio, capeta… Querem nos matar, nos assassinar (fisicamente, intelectualmente, moralmente e emocionalmente).Quem é gay sabe que esse preconceito está longe de acabar porque infelizmente já sofremos tal logo no pré-natal e já acordamos todos os dias pra enfrentar o preconceito e a homofobia que existe num país que se diz tão democrático. Só tenho a agradecer por você ser o nosso porta-voz e lamentar que isso, infelizmente, nunca terá fim!!!

  17. Gizeli|

    Parabéns! Precisamos nos movimentar cada vez mais contra os preconceitos de qualquer espécie para que um dia não sejam mais necessários movimentos de qualquer tipo. Sonho com o dia em que todos serão tratados com respeito em suas individualidades como um todo, sem depreciação por órientação sexual, religiosa, política, ideológica… Quando o coração é bom, se respeita ao semelhante, aos animais, às plantas e a tudo o que Deus criou…

  18. Marcelo|

    Uma resposta à altura, ou melhor,superior em inteligência e intenção!

  19. telma maria zucoloto|

    Tem que responder sim para esse tipo de gente saber o quanto é ridículo e ruim.
    E graças a Deus é a minoria.
    Parabéns Jean!
    Parabéns Deputado,
    O Brasil tem muito orgulho de você.

  20. Jayme Serva|

    Belíssimo texto. Espeta no centro a tática de argumentação de Guzzo, que parte de estabelecer falsas premissas de “naturalidade” e “artificialidade” e, a partir delas, chegar a conclusões que tenta fazer parecer verdadeiras. Procura fazer uma versão chic do que é puro preconceito, mas não resiste à grosseria quando usa a infeliz analogia da cabra. Quanto à Veja, segue seu destino de ser um veículo 100% dispensável.

  21. Fábio|

    Sou leitor de Veja há anos, heterossexual, e nunca li sua coluna antes. Mas gostaria de manifestar minha completa concordância com seu texto. Perfeito! Parabéns!

  22. Klauber Marcelli|

    Parabéns, Jean!! Destruiu o artigo de Guzzo. Uma aula de redação e de senso crítico altamente elevado! Tem meu apoio!!

  23. Fernanda|

    Caro, Jean

    Parabéns pela sua lucidez moral e intelectual. Sinto vergonha – como jornalista e como cidadã – que ainda se permita que um sujeito homofóbico, desonesto e medíocre como o Sr.J.R.Guzzo exponha publicamente sua forma tortuosa de pensar e (pior), protegido por um veículo de imprensa que (apesar de ser reconhecidamente um lixo), faz parte de um dos maiores conglomerados de imprensa do país. Este senhor envergonha a imprensa e, sem dúvida, envergonha a sociedade brasileira. Da mesma forma que tenho esperança de um dia ver os direitos da comunidade LGBT assegurados, também tenho a esperança de ainda ver profissionais(?) como este senhor serem banidos da imprensa brasileira.

  24. Luciana|

    Fantástico seu texto.
    É triste ver que ainda existem pessoas que consideram ser homossexual como uma doença, algo de que as pessoas devem ser “curadas” e que até hoje não descobriram que isso não é algo que se escolhe, e sim algo inerente a cada um. Também é lamentável ver que existem veículos de comunicação que se propõem a publicar e disseminar esta “filosofia”…
    Como já foi dito anteriormente, é claro que ninguém é obrigado a gostar de nada nem de ninguém, mas daí a tornar isso público é uma outra história. Se esse for o caso do colunista da revista, que ele guarde isto para si. Infelizes comentários. Ele deveria ter consciência de que um mínimo de respeito pelos outros é necessário é necessário em qualquer situação.
    Parabéns, Jean, pelo seu texto.

  25. Rita Mello|

    Jean, comungo com o pensamento do colega Vinícius, estabelecido em 14 de novembro último.
    Sem mais delongas…
    A propósito, faço questão de registrar o meu mais profundo e sincero respeito por você.
    Admiro-o muito.
    Sinto sejas um dos melhores exemplos, não somente para o nosso país, mas para o mundo, sob os aspectos filosóficos, humanos, espirituais e, sem querer ser repetitiva, HUMANOS!!!!!
    Sê Feliz, Amigo e grande representante de todos nós brasileiros.
    Muito obrigada por toda a sua luta, por toda a sua filosofia, por todo o seu empenho, por todo o seu foco, que tenho certeza, lícito, íntegro, digno.
    Sê Feliz!
    Muitas bênçãos.
    beijos

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