05/09/12

Resposta a um jornalista homofóbico de Joinville: um beijo é sempre um beijo




O candidato Leonel Camasão, cujo vídeo de campanha causou reação de jornalista catarinense

O candidato a prefeito de Joinville pelo PSOL, meu companheiro Leonel Camasão, decidiu incluir um beijo gay no horário eleitoral. Algumas pessoas podem ver isso como uma provocação —necessária — mas eu vejo, principalmente, como um ato pedagógico. Leonel teve a coragem de aproveitar os poucos segundos que ele tem na televisão para dizer aos habitantes de Joinville que ele vai governar para todos e todas, inclusive para as minorias historicamente injuriadas. Leonel teve a coragem de dizer que o governo dele vai ser inclusivo e que ele não vai aceitar qualquer forma de racismo, seja por gênero, cor da pele, sexualidade ou o que for.

Ele usou esses poucos segundos, também, para levar à televisão o que a própria televisão, por falta de coragem, invisibiliza: o afeto entre iguais. Quem ainda é ou já foi um menino, menina, ou adolescente LGBT, sabe muito bem o que significa viver num mundo que te trata como invisível. Heterossexuais existem nos desenhos animados, na novela, no cinema, nos seriados, nas músicas, na publicidade, nas histórias que são contadas pelos pais, pelos professores, e até nos exemplos de orações, para analisar sintaticamente nas aulas de português. Há uma fase na vida de toda criança LGBT em que ela acha que é a única do mundo. A família, os amigos, e os colegas também vivem nesse mundo em que nós somos invisíveis. Como poderiam nos entender?

A política deve cumprir essa função pedagógica. O que Leonel Camasão (Orgulho de você, companheiro!) disse para os habitantes de Joinville foi: Eu vou governar para todos e todas, não vou invisibilizar, esconder ou me esquecer de nenhum de vocês. E ele disse, ao mesmo tempo: Eu não me envergonho de dizer que vou governar, também, para a população LGBT da minha cidade. E mais: ele se posicionou claramente, num contexto político de crescimento ameaçador do fundamentalismo religioso na política, do lado daqueles que defendem o Estado laico, a liberdade e a igualdade. O PSOL é isso: um partido que tem lado e que não tem vergonha de mostrá-lo.

Leonel fez tudo isso através de uma imagem de alto conteúdo simbólico, numa campanha que, de modo geral, cansa, de tão vazia: “Eu sou fulano, 235443, vote em mim”; “Eu sou fulano, filho de sicrano, 235443, vote em mim”; “Eu sou fulano, o candidato de Mengano, 235443, vote em mim”. Leonel tem poucos segundos, mas decidiu preenchê-los de conteúdo. Não vote em mim porque eu sou fulano, filho de sicrano, apoiado por mengano. Vote em mim porque eu defendo estas ideias e valores.

Essa atitude corajosa, porém, foi recebida com gravíssimos insultos numa incrível coluna assinada por João Francisco da Silva, editor-chefe do Jornal da Cidade.

“Nojento aquele beijo gay exibido no programa eleitoral do Leonel Camasão, do PSOL. Tão asqueroso quanto alguém defecar em público ou assoar o nariz à mesa. Gostaria de saber qual a necessidade de exibir suas preferências sexuais em público? Para mim isso é tara, psicopatia. No mínimo falta de decoro. E a “figura” quer ser prefeito e se diz jornalista”, escreveu Da Silva.

Não vou responder às baixarias, que só qualificam seu autor. Apenas quero apontar para o fato de que chamar um beijo de “nojento”, comparar um ato de amor com “defecar em público” é algo que somente uma pessoa gravemente doente ou perversamente má poderia fazer. Mas, por trás da grosseria, do mal gosto e da falta de eduçação do jornalista, há um pano de fundo que acho, sim, importante analisar: a ideia de que nós, gays e lésbicas, deveríamos voltar aos armários, viver escondidos e nos envergonharmos de nós mesmos. O racismo que volta vestido com outras roupagens, mas não deixa de ser racismo.

“Qual é a necessidade de exibir suas preferências sexuais em público?”, pergunta-se o jornalista.

Ora, a resposta é óbvia e qualquer pessoa deveria ser capaz de respondê-la: é a mesma necessidade que todo o mundo tem! Heterossexuais se beijam na rua, no cinema, no restaurante, na boate, em todos os lugares que quiserem. Andam de mãos dadas, tiram as férias juntos e se hospedam no mesmo quarto, apresentam seus parceiros ou parceiras aos colegas de trabalho, à família, aos amigos, aos vizinhos, mudam o status de “solteiro” para “em um relacionamento sério” ou “casado” no Facebook, são representados na novela e nos filmes — e neles tem beijos, tem cenas sensuais, tem sexo, tem brigas de casal, tem reconciliações, tem infidelidades, tem amor à primeira vista, tem ciúmes, tem paixão. Heterossexuais namoram até nos contos infantis.

Qual é a necessidade dos heterossexuais de exibir suas preferências sexuais em público? A mesma que a de todo o mundo! O problema está na maneira em que algumas pessoas ignorantes, preconceituosas e doentes de ódio nos enxergam. É a mesma maneira em que os racistas enxergam os negros. É a mesma maneira em que os antissemitas enxergam os judeus. É assim que os “João Francisco da Silva” da vida nos veem. E é através desse prisma embaçado, sujo, que a visão deles se distorce, e quando eles veem um beijo, não conseguem ver um beijo, mas alguma outra coisa que está, apenas, na mente deles.

Quando duas mulheres que se amam se beijam, quando um homem e uma mulher que se amam se beijam, quando dois homens que se amam se beijam, é sempre um beijo. Um beijo é sempre um beijo! E quando dois homens andam de mãos dadas, quando duas mulheres almoçam juntas em um restaurante, quando um gay apresenta seu namorado para os amigos, quando uma lésbica tira férias com a namorada dela, quando um casal do mesmo sexo vai ao cinema e se beija durante o filme, eles não estão “se exibindo”. Eles  estão, apenas, vivendo suas vidas. Como todo o mundo.

Como disse a cantora — e minha grande amiga — Zélia Duncan, em depoimento gravado para a campanha pelo casamento civil igualitário no Brasil: “Qualquer argumento contra o amor é um argumento vazio. É preconceito. E o preconceito é filho da ignorância e irmão da violência”.

Veja abaixo o vídeo que motivou o comentário do jornalista:

 

Assine a petição pública em repúdio ao jornal catarinense: http://www.peticoesonline.com/peticao/nota-de-repudio-ao-jornal-da-cidade-joinville/718

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50 Comentários to “Resposta a um jornalista homofóbico de Joinville: um beijo é sempre um beijo”

  1. Celso Henrique Masotti diz:

    Querido Jean Wyllys! Dessa forma você está me forçando – no melhor sentido possível – a me filiar ao PSOL. Sua coerente exposição sobre a pedagogia do beijo gay é preciso e extremamente oportuno.
    Querido deputado, obrigado por tudo o que está fazendo pelo nosso país.

  2. Mayara Cintra diz:

    Parabéns pela resposta, é realmente o momento de mostrar que um bom governo se estende à todos, sem exceção. Parabéns!!!

  3. Micheli Venturini diz:

    Jean, parabéns pelo cuidado em trazer a público um resposta tão plena de sentidos e significados ao pobre Silva. De fato, trata-se muito mais de um mente doente e perversa do que de um posicionamento qualquer. Junto, a partir de hoje, aos inúmeros companheiros e companheiras que manifestam seus pensamentos em público, a fim de contribuir com a formação social da humanidade. Grande abraço de admiração, Micheli

  4. Michael Cerqueira diz:

    Belíssimo texto!

  5. Diedra Roiz diz:

    Jean,
    Como sempre, maravilhoso! Seu texto tem uma precisão cirúrgica, meu amigo!
    Melhor impossível!
    BJO SUUUUUPER GIGANTESCO nesse seu coração lindo!

  6. Liliane Nicoletti diz:

    Fiquei profundamente emocionada, primeiramente em saber que apesar de sermos atacados por todos os lados, temos o privilégio de ter o amparo de uma pessoa de alto gabarito e de tão grande coração e sensibilidade.

  7. Airton Sudbrack diz:

    NÃO EXISTE BEIJO GAY, HETERO OU O NOME QUE QUEIRAM DAR:

    O que existe é o afeto, o amor, o carinho entre os seres humanos, sejam de que sexo sejam, isso pouco importa e, mais, nada importa.

    Agora, daí a querer colocar os sentimentos e os endereçamentos afetivos nos escaninhos da sexualidade é um grotesco e repugnante preconceito que temos a obrigação de sim usarmos a política como ato pedagógico para banirmos esses energúmenos conservadores, fascistas e nazistas que discriminam acintosamente as minorias.

    Leonel 50 e Jean Wyllis e todos os discriminados e discriminadas têm meu total e irrestrito apoio.

    Airton Sudbrack

  8. Rodrigo Barros do Nascimento diz:

    Achei belíssimo o texto, bem escrito e que foca com bastante realidade o contexto de nosso país, realmente ainda teremos que conviver um tempo com essa vergonha. Entendo que um dia possamos mudar.

  9. Rodrigo diz:

    Parabéns, Jean! Orgulho de termos em nosso país um parlamentar como você!

  10. mauricio diz:

    Acho totalmente desnecessário o beijo, se pretende defender os direitos dos homossexuais, acho lindo, digno.. Porem esse tipo de imagens trazem atitudes negativas para si, discordaria tambem de um casal hetero se beijando em propaganda politica, defender pessoas que precisam, os “invisiveis” não é dessa maneira, assim só traz ódio de pessoas mais quadradas..

  11. Celso Parubocz diz:

    Pagar impostos, votar nas eleições nós podemos, agora não poder viver feliz com meu companheiro como qualquer cidadão eu não posso?

  12. Papai Gay diz:

    Bravo!

  13. Sul 21 » Beijo gay em programa do PSOL gera reações de intolerância em Joinville diz:

    [...] resposta ao artigo do jornalista, o deputado federal João Wyllys (PSOL) publicou um texto em seu site para defender Camasão. Em um trecho, ele responde à pergunta do editor: “Qual a necessidade [...]

  14. Itatiana Caravlho diz:

    Boa tarde,

    Parabéns por suas palavras, sua forma clara de defender e explanar um sentimento puro e simples como é o Amor, onde pessoas mesquinhas fazem questão de tornar publica seus sentimentos medíocre e o espelho real de suas almas pequenas e egoístas.

  15. alceu diz:

    olha so o que se espera de um pais que possue a cadeira de religiao nas escolas publicas? ( ainda falam que e optativa) mas na minha escola todos sao obrigados a assistir…complicado…formam pessoas como este tipo de neguinho que desce a lenha no outro..e posso assegurar a vc que este tipinho de gente ou e evangelica ou professa algum dogma religioso! pracabar….

  16. Alan diz:

    Jean, que bom que pessoas como você e o Leonel existem. Coragem, meu irmão! Imagino o quanto o seu trabalho é cansativo, e como deve ser frustrante se deparar com colunas como a do infeliz citado. Obrigado por assumir o papel de nos representar! Siga firme! Sei que a sociedade LGBT tem tanto orgulho de você quanto eu! Amor, paz e felicidade!

  17. Gabriele diz:

    Resposta genial, deputado.
    Fico triste em ver que existe ainda tanta intolerância nesse mundo. O sujeito diz que não é homofóbico e não tem nada contra gays, mas compara um simples beijo à uma defecação em público. Ignorância tem limite!!

  18. Rodrigo Sena diz:

    Parabéns pelo belo texto.

    Obrigado por representar tão bem todos os cidadãos no Congresso.

  19. Jordanna Monteiro diz:

    Eu queria apenas congratular um dos nossos principais legisladores da atualidade, Deputado Jean Wyllys pelos magníficos textos. Sou jurista e integro a Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares no Ceará, mas minha credencial com a qual quero me apresentar é sonhadora de um mundo melhor e possível, afinal “Nada é impossível de mudar”! Tive o privilégio de presenciar falação do insígne Deputado por ocasião da V Conferência de Direitos Humanos da OAB, este ano em Vitória/ES. Não poderia deixar de render este tributo.

  20. Fabricio Moraes diz:

    Parabéns pela sua resposta! Inclusive já compartilhei no facebook! O subtitulo de sua página (deputado do Rio, deputado do Brasil) é um alento para todos que não são do Rio de Janeiro, que se orgulham por tê-lo na câmara federal apesar de não ter o prazer de poder votar no caro deputado! Realmente, é uma honra tê-lo como Deputado do Brasil!

  21. Ricardo Marinelli Martins diz:

    Obrigado pela sensível e contundente resposta ao absurdo e obtuso posicionamento do tal jornalista.
    Estamos, aqui no sul, nos esforçando para tornar a resposta muito mais pública do que a própria afirmação que a motivou.

  22. Leandro Oliveira diz:

    Muito bom, Jean. Seu mandato tem sido uma inspiração pelo Brasil afora, e esta postura do PSOL nos 4 cantos do país ajudará a criarmos uma sociedade pluralista e que respeite de verdade o próximo. Sinto muito orgulho de você! E do Leonel tbém! :)

  23. Keila Bárbara diz:

    Valeu! Não podemos deixar esse bando de preconceituosos sem resposta a altura.

  24. Pedro Castanheira de Freitas diz:

    Jean, parabéns pelo texto. Total acordo. Apenas uma correção: no primeiro parágrafo, troque a palavra racismo por preconceito, já que se trata de um conceito mais amplo que engloba as desigualdades e os desrespeitos de genero e de sexualidade.

  25. Sharles diz:

    Como eu sempre digo; é apenas uma forma daqueles que não acrescentam em nada a sociedade desviar o foco do problema e ainda assim parecer certinho na frente da sociedade que já preconceituosa.

  26. wesley oliveira diz:

    Parabens jean as pessoas devem saber que todos e todas tem os mesmos direitos, entao se os heteros podem beijar em qualquer lugar por que os homossexuais que pagam os mesmos impostos nao podem? igualdade de direitos já.

  27. Sergio Siqueira diz:

    Parabéns pelas palavras tão bem postas, Jean! Sempre senti muito orgulho de sua atuação como parlamentar e um dos principais nomes na defesa dos direitos civis e LGBT nesse país. Sou recifense, mas seu trabalho político e social alcança todas as fronteiras desta nação chamada Brasil. Continue sempre assim, no exercício de sua dignidade.

  28. Tiago Aramayo diz:

    Obrigado por existir e por defender as minorias com tanta classe e bom senso.

  29. Silvia diz:

    Jean,fico muito feliz por você ter decidido entrar para a política e conseguir denfender da melhor maneira ídéias tão simples e coerentes.
    Minha graditão e amor por você são muito grandes, desde que “te conheci”. Tem meu apoio eterno e meu muito obrigada.
    Araços,
    Silvia

  30. Marcos diz:

    Inicialmente, gostaria de felicitá-lo pelo texto, por meio do qual proporciona uma extensão da discussão acerca do que se pode ou não ser aceito no âmbito público. É necessário, sempre mais, o debate acerca desse tipo de questão.

    Dito isso, devo dizer que também não me parece razoável o modo com o qual se posicionou o referido jornalista. Entretanto, por não endossar o modo através do qual esse jornalista tenha mediado a sua posição, não quer dizer que, também, concorde com o gesto que, como referes, um companheiro tenha usado para externar de sua campanha. É reprovável, em minha opinião, o beijo no horário de campanha, seja vindo de homossexual ou de heterossexual. Creio que o respeito a certos valores que pautam, inclusive, a própria vida parlamentar não se reduz a “chocar” a sociedade, mas, a trabalhar por medidas e condutas as quais respeitosamente, isso sim, cumpram o seu papel pedagógico de conduzir a aceitação dos diferentes modos de vida, todos, diga-se. Novamente, para concluir, o uso do espaço público para veicular beijo, de quem quer que seja, não me parece aceitável para o mais engajado dos cidadãos, seja heterossexual ou homossexual.

  31. Marcelo Nunes diz:

    Ótimo deputado, pessoas como senhor merece a posição que ocupa. Parabéns pela explanação dos fatos.

  32. MARCEL diz:

    Parabéns pelo texto..

  33. Pedro Wasck diz:

    É por causa de seres como tal jornalista que tem alguns LGBTS que têm vergonha de si mesmos e aceitam ficar escondidos; tanto pela falta de apoio quanto pelo medo de represália. Nós existimos e estamos, cada vez mais, deixando de ser uma minoria. Nós trabalhamos, pagamos impostos, seguimos as leis, estudamos, ou seja, existimos, e ter alguém por nós é, não só muito importante, mas um grande ponto de apoio, que nos mostra que não estamos sozinhos. Visibilidade e segurança é o que precisamos; renovação é o que queremos; um Brasil para todos e para todas deve ser o Brasil do futro.

  34. Aldo diz:

    Lindo e esclarecedor! Obrigado Jean!

  35. Gilmar Rodrigues diz:

    Bom dia Jean, já te admirava agora estou mais certo disso. Uma pessoa diz quem ela é nas suas ações, e cada um envolvido se mostrou como é. A cada dia temos mais jornalista se colocando de forma homofóbica aqui em Curitiba na gazeta do povo um jornal da região também teve um problema com um colunista homofóbico. leia:
    http://www.gazetadopovo.com.br/colunistas/conteudo.phtml?id=1292008&tit=Perversao-da-adocao

    Gilmar Rodrigues
    diretor do departamento da juventude
    Colombo

  36. Ana diz:

    Eu achei muito coerente e bem embasada a resposta do ilustre deputado Jean Willis,
    se somos um país laico e democrático, temos
    que deixar de lado os preceitos religiosos
    e separarmos crenças religiosas de direitos
    políticos, eu, como pessoa hétero e cristã,
    mas principalmente como cidadã consciente
    do meu dever para com o país, congratulo o
    deputado por sua resposta exata e precisa,
    sem ofender ninguém, mas digna de aplausos. Parabéns Dep. Jean o senhor tem o meu respeito.

  37. Vanessa M Rezende diz:

    Excelente texto! Como é reconfortante ler textos voltados ao esclarecimento da população quanto aos direitos da população LGBT. Estou escrevendo minha monografia a respeito da possibilidade de adoção homoafetiva e percebo como o preconceito em nossa sociedade é gritante, e de certa forma, até preocupante, principalmente por parte de religiosos mais fundamentalistas. O que deve ser esclarecido é que a luta pelos direitos dos homoafetivos é a luta por uma sociedade mais justa que não tem o condão de diminuir, em nenhum nível, os direitos dos heterossexuais.

  38. Adriana Lima diz:

    Parabéns Jean por sua excelente resposta, não sou gay mas me sinto envergonhada como ser humano quando leio ou escuto alguém se manifestar desta forma como este infeliz se manifestou. São por causa de pessoas deste tipo que o país é tão atrasado.

  39. rosemeri da silva diz:

    prezados, a opinião dele foi grosseira. Infelizmente o que precisa ser esclarecido para todos, gays e não gays, é que nós devemos nos RESPEITAR. nenhuma pessoa é obrigada a gostar do que outra gosta e isso precisa ficar evidenciado. os direitos de uns não podem ultrapassar os direitos dos outros. simples assim.

  40. Ines diz:

    Meu único comentário, e gostaria de dizer que não o tenho como homofóbico, é que não é necessário mostrar um beijo gay em horário político, na mesma medida como não é necessário mostrar um beijo hetero. Acho complicada a forma como estão tratando a questão do preconceito. Acredito que outras medidas mais “suaves” poderiam ser bem-vindas.

  41. Jornalista homofóbico é processado pelo Ministério Público de Santa Catarina | Leonel 50 diz:

    [...] a atacar a população LGBT e o candidato do PSOL. O caso ganhou repercussão nacional após uma carta de apoio do deputado federal Jean Wyllys [...]

  42. ::.GAROPABA EM FOCO.:: diz:

    [...] o título “Resposta a um jornalista homofóbico de Joinville: um beijo é sempre um beijo”, o texto do ex-big brother fez duras críticas ao autor da nota publicada em um jornal [...]

  43. Pedro Siqueira diz:

    Olá Jean,
    Desde a época do BBB que eu sempre achei você uma pessoa sensata, coerente e inteligente.
    Mas gostaria de salientar que, como joinvilense, nunca ouvi falar deste jornal, e muito menos ele representa a opinião de nossa cidade.
    Concordo que o comentário do editor foi, no mínimo, infeliz.

    Estou postando esse comentário apenas para não deixar uma impressão de que o povo joinvilense é homofóbico e sem noção como o referido editor.

    Um abraço

  44. Nós queremos beijar na sua sala | Vestiário diz:

    [...] bem disse o deputado Jean Wyllys, em resposta ao editorial, o beijo gay na TV é pedagógico. Se mostrado de modo legítimo, sem as típicas caricaturas que a [...]

  45. Daniel diz:

    Espero que pessoas como você nunca morram, pessoas honestas que defendem igualdade ente maiorias e minorias e que se opoem a pizza da imunidade parlamentar estão em falta, honestidade é jóia rara e você é uma jóia rara.

  46. Francisco Carlos diz:

    Parabéns,meu nobre deputado.Orgulho-me de ser um dos 12.000 eleitores a quem você honra seu voto.
    O que esperar de um país cuja sociedade se orgulha em levar os filhos para assistir a lutas que invariavelmente terminam em rostos desfigurados e que,ao mesmo tempo,reprime seus filhos na demonstração de afeto e carinho para com seus iguais?
    É…esta é a sociedade brasileira.

  47. Silvio Moraes diz:

    Parabéns Jean! Obrigado por ser voz da nossa classe!

  48. Lunna Barreto Gomes diz:

    Grande Jean, continue sempre assim, claro, objetivo e muito direto das suas reflexões. Tem em mim, uma militante GLBTTs, uma das suas maiores fãs.

  49. Marcio Oliveira diz:

    Brihante Jean!!! Brilhante Psol!!!

    Inversamente obscuro e cavernoso esse “jornalista” que ousa assim se denominar e editor chefe do jornal da cidade, de Joinvile…. Essa linda cidade não merece esse atraso comparado a “santa” inquisição!!!

  50. Guilherme Rangel diz:

    Parabéns pela coragem de sempre, e pelo belo texto de agora, Jean.

    Você é um orgulho pra nós GLBT.
    Nunca nos abandone, sempre nos represente nessa esgoto da política.

    Você, assim, como outros poucos, são a luz no final do túnel para aqueles à margem da sociedade, como nós.
    Votei em você, e não me arrependo!

    Muito obrigado, por ser a minha voz, e a voz dos demais excluídos, em Brasília.

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