16/03/15

Eu apoio a missão humanitária à Faixa de Gaza




A missão humanitária à Faixa de Gaza, aprovada durante a edição brasileira do Fórum Social Mundial e que está prevista para ocorrer entre 31 de março e 5 de abril, após o Fórum Social Mundial na Tunísia, depende agora do governo egípcio, que controla – e atualmente mantém fechada – a passagem de Rafah, única fronteira de Gaza que não é controlada por Israel, isolando a população e impedindo que remédios, alimentos e equipes médicas possam entrar no território que vive um conflito histórico entre palestinos e israelenses.A abertura da fronteira para a passagem dos ativistas e de jornalistas brasileiros que farão parte da missão internacional depende da articulação do Itamaraty junto ao governo do Egito, e o tempo para isto já é escasso: faltam apenas 15 dias!

Após a última ofensiva em Gaza, entre julho e agosto de 2014, a crise humanitária na estreita faixa se agravou sensivelmente. Até o momento, mais de 100 mil palestinos ainda não têm como retornar as suas casas, destruídas nos bombardeios. Já se registraram vítimas fatais pela falta de abrigo contra o frio. Os palestinos ficam diariamente até 18 horas sem energia, devido à infraestrutura local ter sido seriamente danificada. Esgoto corre a céu aberto, diante dos impactos sobre a rede de saneamento. Sobretudo crianças e mulheres sofrem com essa situação. Vinte e seis escolas foram destruídas, além de hospitais.

Esse quadro, agravado agora, já perdura por cerca de sete anos, quando foi imposto bloqueio à população de Gaza. Tal cerco restringe a circulação de suprimentos fundamentais à sobrevivência, inclusive alimentos e medicamentos. Mais da metade das crianças que ali vivem sofrem de anemia, assim como cerca de 50% das mulheres grávidas – impedidas ou limitadas em realizar o pré-natal. Dez por cento das crianças têm seu desenvolvimento prejudicado por desnutrição.

A missão humanitária demonstra a preocupação brasileira em contribuir para minimizar essa situação e faz parte dos nossos esforços em defesa dos direitos humanos! Por isto, declaro aqui meu apoio irrestrito à realização de missão humanitária à Gaza.

[gplusbutton]



-->