15/04/14

Jean Wyllys se reúne com Núcleo de Investigação de Crimes Homofóbicos do Rio




Na tarde desta segunda-feira (14), o Deputado Federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) recebeu para uma conversa em seu escritório regional, o inspetor de polícia Robson Fontenele e o delegado Adilson Palácio, representantes do novo Núcleo de Investigação de Crimes Homofóbicos do estado do Rio de Janeiro. No encontro foram apresentadas as principais linhas de atuação que o núcleo vem desenvolvendo nas investigações de crimes com motivação homofóbica no estado fluminense. O estado possui índices alarmantes de assassinatos de homossexuais, sendo a cidade de são Gonçalo a campeã deste tipo de crime hediondo. Foi naquela cidade onde, em 2010, o Jovem Alexandre Ivo, na época com 14 anos, foi espancado até a morte em um crime de ódio e também Eliwelton da Silva Lessa foi espancado e depois atropelado três vezes pelo motorista de van Hélio Galdino Vieira, também em um crime homofóbico.

Wyllys e os policias debateram algumas das especificidades dos crimes homofóbicos no Brasil, e quais ainda são os grandes desafios a serem superados. O despreparo de alguns agentes policiais e a homofobia familiar foram apontados como grandes entraves na solução rápida de muitos crimes dessa natureza. Os policiais pontuaram que, infelizmente, ainda é comum à família tentar esconder o fato de que a vítima era homossexual e de como isso prejudica enormemente as investigações. “Algumas famílias ainda compartilham da falsa ideia de que ser gay ou lésbica, é alguma coisa errada, algum tipo de vergonha para aquela família. Esses preconceitos são alimentados em boa parte pela jocosidade com que a homossexualidade é ainda é abordada. Todas essas diversas formas de desqualificação do homossexual culminam nesses crimes bárbaros” complementou o deputado.

Durante a conversa, Wyllys também esclareceu pontos conceituais importantes que podem ajudar o núcleo em uma abordagem mais precisa da temática no âmbito criminal, um deles sendo a necessidade, por parte dos policiais, de compreensão da diferença entre orientação sexual, identidade de gênero e sexo biológico. Essa confusão, explica, é o que muitas vezes visibilizam os crimes cometidos pelo seguimento mais vulnerável da comunidade LGBT: as travestis e transexuais.

O deputado ficou bastante animado com a implantação do novo núcleo e colocou o seu mandato à disposição para ajudar no que for preciso.

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