19/04/16

CUSPIDA: VOCÊ QUER SABER O QUE REALMENTE ACONTECEU?




(Leia o texto e não deixe de assistir ao vídeo abaixo!)

A internet é perigosa para os incautos. Muita gente está presumindo que o deputado Jean Wyllys “premeditou” a cuspida que deu na cara de Jair Bolsonaro, que na verdade foi uma reação indignada, já que o defensor da ditadura não parava de insultar e ofender o parlamentar do PSOL. O filho de Bolsonaro, Eduardo, publicou nas redes sociais um vídeo toscamente editado em que é possível perceber, por leitura labial, que Jean está dizendo para o deputado Chico Alencar: “Eu CUSPI na cara de Bolsonaro”. A fraude da edição consiste em colocar esta imagem, que é posterior ao episódio, antes da cuspida, e sugerir, colocando uma legenda mal feita, que a leitura correta seria “Eu VOU CUSPIR na cara de Bolsonaro” (por isso, o nosso mandato vai solicitar uma perícia do vídeo). Isso já seria o suficiente para esclarecer a forma criminosa como essa família conduz suas atuações parlamentares, mas a hipocrisia, má-fé e desonestidade vão além: o filho de Bolsonaro tenta passar para seus eleitores a imagem de bom-moço e MENTE ao afirmar que, durante aquela farsa que todos vocês assistiram no último domingo, ele não cuspiu em alguém. Pode-se concordar ou não com a atitude do deputado Jean Wyllys em reagir desta forma após o Jean tolerar todos os tipos de insultos e provocações orquestradas e premeditadas ao longo desses anos, mas Wyllys é gay o suficiente para não atacar pelas costas e nem negar os fatos: ele assume publicamente os seus atos e arca com as consequências. (Aliás, eles manipulam imagens para induzir que o deputado Jean teria premeditado sua reação, mas quem está com um celular na mão e filmando a reação do Jean às provocações do seu pai é Eduardo Bolsonaro. Ele aprendeu tais métodos com aquele que anda no corredor do avião até a sua poltrona com a filmadora do celular ligada).

Você quer saber qual foi a verdadeira cronologia dos fatos?

1 – Jean Wyllys se posiciona na Tribuna, anuncia seu voto pelo NÃO ao impeachment e retorna. Durante a fala e depois dela, ele é reiteradamente interrompido e insultado por Bolsonaro e outros parlamentares de direita. Não se trata de um fato novo ou surpreendente: Bolsonaro costuma fazer isso tanto nas sessões da Câmara quanto nas reuniões das comissões permanentes. Ele sempre se aproxima do Jean e começa a insultá-lo com termos homofóbicos e palavras de calão. Também não é apenas com o deputado Jean Wyllys que Bolsonaro faz isso: já empurrou e chamou a deputada Maria do Rosário de “vagabunda” e, em outra ocasião, disse que não a estupraria “porque é feia”; tentou agredir fisicamente o senador Randolfe; ofendeu com expressões machistas e homofóbicas a Presidenta da República; convidou para estar ao lado dele no depoimento de José Genoíno o militar que o torturou na ditadura, para tentar desestabilizá-lo, etc. A violência, o xingamento, a agressão e a injúria são práticas permanentes e sistemáticas desse defensor da ditadura, da tortura e da pena de morte. No mesmo dia da votação do impeachment, Bolsonaro “homenageou” o torturador Brilhante Ustra, que foi chefe de um dos mais horríveis campos de concentração da ditadura. Foi vergonhoso!

2 – Na saída, depois de falar na Tribuna, o deputado Jean Wyllys ESTAVA SOZINHO. Os xingamentos não paravam. Alguém pegou em seu braço, o que infelizmente não está no campo de visão de nenhuma câmera (mas o fato foi registrado e noticiado pela Folha de São Paulo no dia de hoje), enquanto Jair Bolsonaro, que antes o tinha chamado de “veado”, “queima-rosca” e outros termos semelhantes, gritava para ele: “Tchau, querida!”. Essa última frase (que foi registrada em vídeo), na qual ele se refere ao deputado Jean no feminino, é um claro exemplo da conduta quotidiana de Bolsonaro: tratar um homossexual no feminino de forma debochada e irônica é uma conduta clássica de todos os homofóbicos e machistas! Qualquer homem gay sabe o que é aguentar esse tipo de tratamento desde a infância, que continua durante a vida adulta. Eles pretendem que ninguém reaja, que as pessoas fiquem quietas, caladas e, de preferência, escondidas no armário, mas não ficaremos!

Jean se vira imediatamente e cospe, indignado, na cara de Bolsonaro. O filho do fascista, também deputado, responde cuspindo no Jean (fato que ele negou depois, mas também está filmado), mas não acerta: a saliva do filho do fascista parece ter caído na cara do deputado Leonardo Picciani, que não participava dessa situação. Para não ser agredido pelos que cercavam o fascista, Jean se afastou. E, ainda visivelmente agitado pela provocação sofrida, explicou ao colega de bancada, deputado Chico Alencar: “Eu CUSPI em Bolsonaro”. FOI DEPOIS, E NÃO ANTES DA CUSPIDA, QUE ESSA FALA ACONTECEU.

É esta a ordem dos fatos que o vídeo produzido por Eduardo Bolsonaro tenta fraudar. O que, aliás, não é uma novidade, já que é na fraude e na desonestidade que esses parlamentares atuam diuturnamente na sua campanha contra Jean Wyllys, que é na verdade uma campanha contra a população LGBT, os negros jovens de periferia, as mulheres e todas as minorias da sociedade brasileira.

ASCOM (Assessoria de Comunicação)

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