A internet aceita tudo; seja verdade ou mentira, tudo se espalha com grande velocidade. Enquanto os mal intencionados ganham seus cinco minutos de fama, outros sofrem consequências reais pelo que foi dito sobre eles. E nem todo mundo pesquisa a veracidade antes de compartilhar!

Afinal, o que é verdade e o que é mentira sobre o deputado Jean Wyllys? E, ainda mais importante: porque são mentiras?

A gente reuniu aqui nesta página um pouco do que dizem por aí para colocar em panos limpos!

 

É preciso discutir, abertamente e de forma HONESTA sobre a necessidade de legalizar o aborto. O que NÃO significa que o deputado é A FAVOR de que aborto seja um mero método contraceptivo, ou um meio de controle familiar. Não é isso, e por isso a legalização do aborto deve vir acompanhada por políticas públicas de informação sobre os métodos contraceptivos e acesso gratuito a eles nos centros de saúde, educação sexual nas escolas, prevenção e combate ao estupro e à violência de gênero e outras formas de impedir a gravidez não desejada. Contudo, na última instância, quem deve decidir se continuar ou interromper a gravidez não desejada é a mulher. É um direito dela: gravidez não é destino, é escolha.

Por outro lado, aborto é uma grave questão de saúde pública e precisa ser tratado como tal. Em nosso país, o aborto é a segunda maior causa de morte de gestantes, e isto ocorre independente de proibição ou criminalização . A mulher que pratica o aborto clandestino no Brasil não se encaixa em um só molde, a diferença é que aquelas sem condições financeiras que proporcionem acesso à assistência médica de qualidade, morrem – ou procuram, em vão, assistência da saúde pública. Ao mesmo tempo em que a proibição pura e simples não impede mulheres de abortarem, ela ainda as obriga a recorrer a chás perigosos, medicamentos contrabandeados e clínicas clandestinas, que funcionam, inclusive, com apoio de agentes federais.

O deputado defende que haja regras claras quando se pode ou não se pode abortar (até qual semana da gestação), de acordo com os conhecimentos mais atuais da ciência e a mais moderna legislação comparada. A autonomia da mulher sobre o próprio corpo e a ciência devem ser os argumentos definitivo nas questões que cercam a interrupção de uma gravidez, inclusive assegurando o direito das mulheres vítimas de violência ou que estejam enfrentando risco à vida por conta de complicações gestacionais.

Enquanto o argumento religioso suplantar o científico, sem qualquer espaço para a discussão honesta, milhares de mulheres continuarão morrendo por causa do aborto. Defender a vida é defender a vida dessas mulheres, e quem não a defende e fala da vida na discussão sobre o aborto está sendo hipócrita! Mortalidade materna não pode ser consequência da falta de assistência médica pública hospitalar. O Estado brasileiro é laico e a mulher é livre!

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Essa é a injúria mais odiosa que se pode fazer em relação à atuação parlamentar e ao histórico de vida do deputado. Essa mentira surge de sua atuação contra a perseguição de FUNDAMENTALISTAS RELIGIOSOS – e é importante que fique bem claro que nem todos os religiosos são fundamentalistas, mas há fundamentalistas religiosos - que interpretam a Bíblia como aval para suas perseguições odiosas contra minorias estigmatizadas, como a população LGBT, os adeptos de religiões de matriz africana, a população negra etc.

A maior parte dos religiosos entende a religião como algo pessoal, fruto de uma liberdade em crer e não crer, e que, portanto, não deva ser utilizado para obrigar o próximo a obedecer seus dogmas ou constrangê-lo.

Infelizmente há aqueles que entendem que todos, independentemente de seu livre arbítrio, devem a todo custo obedecer aos padrões morais de sua religião em particular. E que os registros canônicos (como a Bíblia) devam ser tomados ao pé da letra, mesmo que a sociedade e a ciência tenham evoluído com os milênios. Estes são os fundamentalistas.

Entender que existe uma diferenciação necessária entre a intimidade, o pessoal, e o coletivo, tolerando e respeitando toda forma de diversidade - afinal somos tod@s diferentes - é dever de qualquer um/a que viva em uma comunidade. É isto que o deputado cobra a cada vez que denunciamos FUNDAMENTALISTAS.

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Primeiro, porque não existe um modelo tradicional de família. Aprendemos durante a vida sobre o arranjo nuclear de família: pai, mãe e filh@s. Contudo, este modelo de família tido como "tradicional" deixou de ser maioria no Brasil, representando 49,9% dos domicílios, enquanto os novos arranjos familiares já formam a maioria, com 50,1%, como mostra os últimos dados do IBGE.  Diversas famílias são compostas por apenas um pai ou uma mãe e filh@s, casais do mesmo sexo com filhos, casais do mesmo ou de diferente sexo sem filhos, famílias formadas por afinidade, adoção, aquel@s que são criad@s pelos seus avós, e demais possibilidades. Em todas se observa o princípio básico de qualquer família, que é o amor e a proteção entre seus membros. O conceito de família não se resume a laços parentais ou ao comercial de margarina!

O reconhecimento de um arranjo familiar implica na proteção do Estado a este arranjo. Ou seja, direitos sucessórios, de bens e rendas, adoção e todos os demais direitos decorrentes, por exemplo, da união estável e do casamento, seja entre pessoas do mesmo ou de diferente sexo. Reconhecer outro arranjo familiar não afeta, de forma alguma, o direito de qualquer outra família! Não lhe tira nenhum direito e não lhe impõe qualquer obrigação.

Reconhecer e respeitar apenas promove a paz e o respeito entre tod@s, algo muito em falta em nossos dias. Portanto, viva e deixe viver, já diz a canção.

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Essa fala JAMAIS foi dita pelo deputado e é uma verdadeira estupidez! Por outro lado, Jean Wyllys é a favor do desarmamento! Há um vídeo circulando com falas recortadas e montadas de forma a alterar o sentido do que foi dito por um pastor luterano, que defendia, em sua fala durante o seminário 9º LGBT do Congresso Nacional (atividade parlamentar requerida pelo deputado), sua posição contrária às investidas fundamentalistas à laicidade do Estado. Na ocasião, o pastor falou que ajudaria no combate ao fundamentalismo, e, utilizando de uma FIGURA DE LINGUAGEM, uma metáfora que até uma criança entenderia como tal, disse que "pegaria em armas se necessário fosse". É claro que ele não estava propondo que ninguém pegasse em armas de verdade, mas mesmo que fosse, não faz sentido atribuir a fala desse pastor luterano ao deputado Jean Wyllys, apenas por ele ter organizado o seminário, no qual participaram e falaram dezenas de pessoas com diferentes filiações políticas, crenças religiosas e visões de mundo. 

Não há qualquer fala do deputado que possa ser interpretada no sentido de querer levar o conflito de ideias entre progressistas e conservadores para a batalha física ou violenta. Vivemos em uma democracia onde o espaço de discussão dos representantes do povo, o Legislativo, é um poder legalmente constituído e deve ser utilizado respeitando a dignidade e demais direitos básicos de qualquer cidadã e cidadão.

Alertamos para o cuidado com materiais excessivamente editados, com falas cortadas e legendas que tentem induzir o expectador a uma conclusão conveniente à difamação de pessoas, movimentos ou lutas. Não seja manipulad@, procure sempre a fonte do material. Exercite sua percepção crítica dos fatos.

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Em Março de 2011, em meio a ameaças que diziam que o deputado deveria morrer por “ofender a bondade de Deus”, o deputado afirmou que AS PESSOAS QUE TINHAM ENVIADO ESSAS AMEAÇAS CONTRA ELE eram fanáticas e doentes. O desabafo aconteceu durante entrevista ao Terra Magazine e alguns, por má fé, divulgaram que o deputado tinha se referido aos cristãos como um todo, o que é mentira. Não foram "os cristãos" que ameaçaram o deputado, mas apenas um pequeno grupo de pessoas fanáticas e doentes, seja qual for a religião delas, e foi a essas pessoas que ele se referiu. A falácia é do mesmo tipo que se você falar que Osama Bin Laden era um terrorista e alguém passar a dizer que você disse que TODOS os muçulmanos o são, o que seria uma ofensa contra esse povo.

O fanatismo de alguns chegou a se materializar em comunidades que, segundo suas descrições, pretendia “debater formas” de matar o deputado e ainda chamava LGBTs em geral de “aidéticos” e “pedófilos”. As ameaças eram tão sérias e reais que rascunhos de planos para assassinar o deputado foram encontrados, com todo um mapeamento das câmeras internas da Câmara dos Deputados. A própria família do deputado foi ameaçada e a Polícia Federal precisou intervir no caso.

Alertamos para o cuidado com materiais e falas editadas. Não seja manipulad@, procure sempre a fonte do material. Exercite sua percepção crítica dos fatos.

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Durante entrevista à TV Câmara, o deputado foi questionado sobre o que achava de um plebiscito sobre o casamento civil igualitário. Ele respondeu dizendo que alguns parlamentares partem da mesma ignorância (falta de conhecimento sobre determinado assunto, segundo os dicionários) que o resto das pessoas desinformadas (ou seja, uma parte do povo) para para decidir se um direito universal pode ser negado a uma parte da população. Na fala, fica bem claro que o deputado se referia ao fato de o povo estar sendo mal informado sobre o tema, entre outros casos, por mentiras veiculadas por diversas figuras públicas, que insistem em dizer que as igrejas serão obrigadas a casar homossexuais, violando sua liberdade religiosa e levando padres e pastores à cadeia, o que é mentira e tem como único objetivo mobilizar a população contra os direitos da população LGBT, já que o projeto de lei do deputado diz respeito apenas ao casamento CIVIL. Por outro lado, é importante ressaltar que os direitos humanos não se plebiscitam. Mesmo que uma maioria branca da população decidisse, através de um plebiscito, negar direitos civis aos negros, ou uma maioria cristã decidisse, por plebiscito, negar direitos aos judeus, isso não seria legítimo, nem constitucional, nem democrático. A democracia não é uma ditadura da maioria, mas um sistema onde a maioria decide, mas sem desrespeitar os direitos das minorias.

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Consultado pelo apresentador Marcelo Tas, a partir da pergunta de um internauta que acompanhava uma entrevista, sobre se o salário de um deputado era excessivo, o deputado respondeu que não. Ele explicou claramente que, no seu caso particular, ele recebia na época quase o mesmo que recebia antes de ser deputado, como professor universitário com dedicação exclusiva na iniciativa privada, porém com uma quantidade de trabalho e responsabilidades muito maior. Ele não disse (e também não pensa!) que o salário de um parlamentar seja baixo, ainda mais se considerando que o salário mínimo, hoje, é bem menor do que o valor que o seu partido, PSOL, vem ano a ano lutando para implantar em nosso país para tod@s @s trabalhador@s. Alertamos para o cuidado com materiais e falas editadas. Não seja manipulad@, procure sempre a fonte do material. Exercite sua percepção crítica dos fatos.

Por outro lado, ele explicou que a verba parlamentar e a cota para salários de funcionários não faz parte do salário de um deputado: esse dinheiro não é para o deputado, não fica com ele, tem outras finalidades. Algumas pessoas, por ignorância ou má fé, somam esse dinheiro ao salário e dizem que parlamentares recebem dezenas de milhares de reais por mês. Mentira. Desconfie dos políticos que dizem que um parlamentar deveria receber um salário mínimo e não ter verba parlamentar. Com baixos salários e sem recursos para montar uma equipe de trabalho que possa dar conta da responsabilidade que significa um mandato parlamentar, só os ricos e os corruptos iriam se candidatar. Afinal, eles têm o caixa-dois.

Hoje, felizmente, ainda há muitos que vivem do salário e usam a verba parlamentar com transparência. Parlamentares como o deputado, que trabalham pelo povo não são tantos como é preciso, nem tão poucos como você pensa.

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A pedofilia é um crime gravíssimo! Cuidado ao acreditar em memes com fotos e frases supostamente ditas por Jean Wyllys, como por exemplo que "o pedófilo é um amigo da criança", ou coisa parecida. Tem dezenas de memes falsos circulando nas redes sociais, produzidos e viralizados por criminosos, que citam como fonte uma suposta entrevista à CBN — que já foi desmentida em nota oficial da emissora — na qual o deputado supostamente teria feito tal afirmação. Todas essas declarações a favor da pedofilia atribuídas ao deputado são mentira e vão contra o próprio trabalho dele no Congresso, que tem, como um de seus focos, a proteção de crianças e adolescentes da exploração sexual ou de sua força de trabalho, além do combate ao tráfico humano. Há muita gente mal intencionada divulgando estas frases!

As tentativas de associar a homossexualidade à pedofilia são tão antigas quanto o ódio e a violência homofóbica, embora qualquer pessoa um pouco mais informada sobre o assunto saiba que, estatisticamente, na grande maioria dos casos, o abuso sexual de crianças é cometido contra meninas e os abusadores são pessoas da família: pais, irmãos, tios, avôs. Há abusadores gays, claro, assim como há médicos, garis, cabeleireiros, advogados gays, mas o fato é que são os abusadores héteros os responsáveis pelo maior número dos casos registrados de pedofilia, comprovando assim que esse transtorno não tem nada a ver com a orientação sexual. E boa parte dos casos denunciados de abuso sexual de meninos do sexo masculino é cometido, vale dizer, por padres e pastores, geralmente os mesmos que divulgam discursos de ódio contra os homossexuais. E contra fatos, não há argumentos.

Mas a estigmatização dos gays como potenciais pedófilos continua sendo usada para manter o preconceito e, principalmente, o medo contra a comunidade LGBT.

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LEGALIZAR e REGULAMENTAR a maconha, que é algo bem diferente. O projeto de lei 7270/2014 que o deputado protocolou é contra a liberação e a favor da legalização e regulamentação. Atualmente a maconha no Brasil está liberada, apesar de formalmente proibida. A escalada do poder do tráfico é prova irrefutável que, sim, ela e outras drogas estão liberadas! Regulamentar a comercialização da maconha no Brasil é uma forma de atacar a influência dos cartéis do tráfico, reduzir a violência e a criminalidade e garantir que o consumidor possa adquirir (ou mesmo plantar para o próprio consumo) em locais legalizados e controlados, como é feito hoje com bebidas e cigarros.

A "guerra às drogas", apelido para o combate militarizado inspirado no modelo norte americano, se mostra extremamente lucrativo para as facções criminosas, da mesma forma como a proibição do álcool nos Estados Unidos, na década de 1930, permitiu a formação de grandes máfias. A guerra às drogas enriquece agentes públicos corruptos e grandes traficantes, enquanto superlota cadeias e cemitérios com jovens pobres e em sua quase totalidade negros. Estes jovens, quando presos ou mortos, não representam qualquer perda às quadrilhas, e a situação atual do nosso sistema prisional impede a ressocialização. Na realidade, nosso sistema prisional atua como uma grande escola do crime. Regulamentar a maconha é tirar das facções criminosas uma grande fonte de renda. Nos Estados Unidos, a regulamentação conseguiu inviabilizar a operação de diversos carteis da droga. Um modelo que já trouxe mais resultados que os 50 anos de combate militarizado.

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Por ser contra a discriminação religiosa e cultural, o deputado se posicionou a favor do projeto de lei 1780/2011, de autoria de outro parlamentar, que estabelece que a CULTURA ÁRABE e TRADIÇÃO ISLÂMICA também deveriam fazer parte da grade curricular do ensino básico, tendo em vista que somos um povo formado por diferentes culturas e etnias. Apesar do texto do projeto ser claro em afirmar que versa sobre a cultura daqueles povos, várias pessoas passaram a divulgar o projeto como uma tentativa de implantar o ensino de uma religião não-cristã em nossas escolas, uma interpretação errada e movida pela má-fé.

Somos um povo formado por diferentes culturas e etnias. Pessoas de diferentes locais do mundo fizeram parte da construção da nossa identidade cultural, e entre estes estão os povos islâmicos, como os iraquianos, egípcios, marroquinos, palestinos, sauditas, turcos, iranianos, afegãos, entre muitos outros povos que constituem uma grande parte da população mundial. Portanto, quando o deputado Jean Wyllys assinou em apoio ao projeto de lei 1780/2011, isto nada tem a ver com o ensino do Islamismo, ou seja, a religião islâmica, mas com a inclusão nos conteúdos da grade curricular da literatura, a arte, a história e outras informações a respeito desses povos, inclusive sobre a religião muçulmana, da mesma forma que podemos estudar a respeito do judaísmo, do cristianismo ortodoxo russo, do budismo ou de qualquer outra crença, e podemos estudar a literatura russa, os costumes judaicos ou a arte dos povos que praticam o budismo. Que os alunos aprendam que existem diferentes religiões não é a mesma coisa que ensinar a eles UMA religião. Os povos de cultura islâmica são discriminados em todo o ocidente após ataques terroristas de fundamentalistas religiosos, uma pequena parte dos seguidores do islamismo que defendem o conflito contra os que entendem como "infiéis" a partir de uma leitura irrefletida do livro sagrado, o Alcorão. Por ser contra a discriminação religiosa e cultural, o deputado Jean Wyllys se posicionou a favor do projeto, da mesma forma como continua favorável até hoje, mesmo este tendo saído de tramitação.

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Esta calúnia é oriunda de uma deturpação do PL 5002/2013, de autoria do deputado, que garante o direito ao reconhecimento da identidade de gênero de um indivíduo. Garantir direitos não só aos transexuais adultos, mas também às crianças e adolescentes transexuais, se faz necessário porque a transexualidade se manifesta muito cedo na vida de uma pessoa e o trabalho do deputado em defesa de crianças e adolescentes teve também a preocupação com este grupo que a sociedade faz de conta que não existe. O projeto também busca proteger estas crianças que, em muitos casos, são agredidas, espancadas e até assassinadas por não se enquadrarem nos modelos impostos pela sociedade. NEM TODAS AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES SÃO TRANSEXUAIS, MAS EXISTEM CRIANÇAS E ADOLESCENTES TRANSEXUAIS, e elas também precisam de nossa proteção.

Algumas pessoas, mesmo nascendo com o sexo biológico atribuído a um determinado gênero, se identificam e se comportam com o gênero oposto, e por isto são chamadas de transgênero. Há também aquelas que não nasceram com o sexo definido, e foram registradas apenas de forma aparente. Estes casos não são reconhecidos em lei, e por isto dependem de um longo processo judicial que viola os direitos mais básicos de qualquer cidadão e cidadã. O projeto de lei 5002/2013, de autoria do deputado e também conhecido como projeto de lei João Nery, reconhece, em lei, o direito ao reconhecimento da identidade de gênero de um indivíduo.

Como já foi dito, nem todas as crianças e adolescentes são transexuais, mas há aquelas que são (vocês já devem ter lido sobre a história do Shiloh, filho da Angelina Jolie, por exemplo); e estas precisam de atenção e cuidado específicos além dos cuidados que devem ser dispensados a quaisquer outras crianças e adolescentes. É sempre importante lembrar que este ano o menino Alex, de apenas 8 anos, foi espancado até a morte pelo pai para que 'tomasse jeito de homem'. Alex apenas gostava de dançar e lavar louça. Imaginem, portanto, a que violências podem estar submetida uma criança ou adolescente transexual.

Não é raro grupos de fundamentalistas e fascistas usarem de má-fé pra deturpar os objetivos e dizer que este projeto vá "liberar" o processo ou "obrigar" todas as crianças e adolescentes do Brasil a se submeterem aos procedimentos de transexualização. Qualquer pessoa com meio neurônio, ao ler uma acusação destas, só pode ter como reação rir dessas deturpações grotescas! Mas há quem espalhe mentiras e boatos como estes sem se aprofundar no tema e sem tentar entender a verdade.

Então, para que fique claro: ninguém será obrigado a fazer cirurgia porque o projeto não impõe a cirurgia compulsória para ninguém. O projeto assegura como lei algo que, inclusive, já está devidamente regulamentado através das portarias Nº 233/10, do Ministério de Planejamento, e a Nº 1.707, do Ministério da Saúde, além de estabelecer uma série de acréscimos e critérios fundamentais para que as pessoas trans possam exercer plenamente os seus direitos; saiba aqui mais detalhes:http://bit.ly/JHGwwz . A lei analisa e leva em consideração os princípios de capacidade progressiva e interesse superior da criança e do adolescente, de acordo com a Convenção sobre os Direitos da Criança; a Lei também garante a participação dos representantes legais da Criança e do Adolescente no processo, impedindo que qualquer decisão seja tomada sem o consentimento informado da pessoa que ainda não tenha 18 anos.  

Como todo tema complexo, difícil de reduzir em poucas palavras, o conteúdo do PL João W Nery é passível de ser distorcido pelos canalhas de sempre, que usam de má fé para confundir as pessoas. Por isso, para não ser enganado, recomendo a você: se quiser saber o que o projeto diz, baixe aqui o texto na íntegra (http://bit.ly/1jJii28) e leia não apenas o texto da lei proposta, mas também seus fundamentos.  

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Há uma demanda pelo serviço sexual das prostitutas e dos prostitutos, pois a prostituição não é só feminina. Essas pessoas existem, elas são sujeitos de direitos. Assim como existe a profissão, desde 2002, na Classificação Brasileira de Ocupações, item 5198. Você pode até não concordar com a prostituição como meio de vida, mas negar que as e os profissionais do sexo devem ter seus direitos protegidos como qualquer outro trabalhador é concordar com uma grande injustiça. 

As prostitutas se organizaram em um movimento político nos anos 70 e início dos anos 80, um movimento que no Brasil foi encabeçado principalmente pela Gabriela Leite, fundadora da grife Daspu e presidente da ONG Da Vida. Em um esforço de atender à reivindicação deste movimento o deputado protocolou o projeto 4211/2012, também conhecido por Gabriela Leite. Construídas pelas próprias prostitutas organizadas estas reivindicações estão em absoluto acordo com a defesa do deputado pelas liberdades individuais e pela defesa dos direitos humanos de minorias e representam o fim da marginalização imposta pelo Estado às e aos profissionais do sexo, cisgêneros e transgêneros.

A discussão aqui não é ideológica nem teórica, é de reconhecimento de direitos e o projeto do deputado diz respeito à prostituição como exercício da liberdade individual ou ao meio de sobrevivência de uma pessoa adulta, distinguindo-a da exploração sexual, inclusive apontando os meios de enfrentamento desse mal.

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Esta afirmação jamais existiu, e muito menos foi publicada em uma suposta entrevista ao Jornal do Brasil. Na realidade, foi postada em um serviço oferecido pelo Jornal do Brasil em que qualquer internauta pode escrever e publicar uma matéria e não se trata sequer de texto jornalístico. Ainda assim, rapidamente, vários blogs, e em maior número os de notícias gospel, passaram a replicar o conteúdo e a viralizá-lo nas redes sociais.

O deputado Jean Wyllys tem uma história de envolvimento com trabalhos em favor da justiça social, de uma educação para a cidadania e para a valorização da vida, em favor das liberdades civis e que remonta a quando ele pertencia às pastorais da Juventude Estudantil e da Juventude do Meio Popular, atuando nas comunidades eclesiais de base da Igreja Católica. Não iremos abster da nossa luta, e, na medida em que esses difamadores forem identificados, tomaremos as devidas providências, para que paguem pelos crimes que estão cometendo.

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Mais links:

Jean Wyllys conta sobre as calúnias de que vem sendo acusado em entrevista ao portal Vírgula (9/04/2013).

Nota sobre matéria no Jornal do Brasil (JB Wiki) – (10-04-2011).

Jornal do Brasil: Gabinete de Jean Wyllys nega censura a cristãos na internet (11-04-2011).

Jean Wyllys responde à nota publicada no JB Wiki e declara amor à vida, sem formas de preconceito (12-04-2011).

Novas e velhas calúnias.

 

A origem desta notícia é um site de notícias fictícias, porém muitas pessoas tem publicado em blogs ou perfis afirmando ser verdade, o que é impossível: primeiro, porque fere garantias legais, na própria Constituição, que garantem a proteção à liberdade religiosa, a proteção aos locais de culto e às suas liturgias (Art. 5 parágrafo VI). Além disto, o Congresso Nacional não tem qualquer poder de modificar, por decreto, matéria que não sejam leis, portarias, códigos de autarquias públicas ou atos dos entes federativos, e mesmo nestes casos existem limitações! Quando a suposta matéria fala em "Projeto de Emenda à Bíblia", comete ainda outra falácia: não existe este tipo de proposição.

Qualquer alteração no texto bíblico por determinação do Legislativo é impossível e, ainda que possível fosse, seria totalmente inócua, já que a Bíblia está publicada, completa ou parcialmente, em mais de 1100 línguas, segundo dados da Sociedade da Bíblia Unida. Ainda que fosse determinada a modificação apenas nas bíblias distribuídas no Brasil, a Constituição ainda garante que os editores possam se negar a modificá-la, sem que sejam responsabilizados penalmente, graças ao que se entende como "objeção de consciência", um conjunto de garantias também registradas no capítulo quinto.

Portanto, ainda que houvesse qualquer intenção neste sentido - e não há! -, é impossível propor qualquer modificação ao texto bíblico a partir do Congresso Nacional. Trata-se, mais uma vez, de uma tentativa de criar um conflito entre a comunidade cristã e o deputado Jean Wyllys e calar importantes lutas pelos direitos de minorias historicamente difamadas e marginalizadas pelo Estado.

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Novamente, outra notícia absurda publicada em um site de humor que foi tomada como verdade por muitas pessoas, com o claro objetivo de difamar a luta pelo reconhecimento dos novos arranjos familiares. Quem espalha esta notícia tem a clara intenção de afirmar que as lutas da comunidade LGBT incluem a legalização da pedofilia e da zoofilia, o que é uma grande mentira!

Não seja enganado, verifique sempre a veracidade da informação antes de repassá-la. Todos os projetos de lei em tramitação - e até os arquivados! - ficam disponíveis para acesso, público e imediato, através do site da Câmara dos Deputados. Basta buscar pelas palavras casamento e animal, ou qualquer outra variação destas palavras, para verificar que não existe qualquer proposição neste sentido.

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Licença-maternidade é um benefício que garante às mães o direito de repouso e de adaptação do neonato. Não faz, portanto, qualquer sentido estabelecer uma licença maternidade remunerada para quem aborta. Esta é uma notícia falsa, divulgada para distorcer a discussão em torno da legalização do aborto voluntário, iniciativa que vem trazendo resultados positivos em vários países do mundo, inclusive com a REDUÇÃO das interrupções graças à atenção psicológica à mulher que deseja abortar.

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