Comissão Externa que acompanha investigações do caso Marielle e Anderson se reúne com ministro dos Direitos Humanos

 O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), coordenador da comissão externa que acompanha as investigações sobre o brutal assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, se reuniu na tarde desta quarta-feira, dia 11, com o ministro de Direitos Humanos, Gustavo do Vale Rocha, para verificar se o governo mantém em funcionamento os programas de proteção às testemunhas e de defensores de direitos humanos.

O ministro Rocha garantiu aos integrantes da comissão que o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH) e o Programa Federal de Assistência a Vítimas e a Testemunhas Ameaçadas estão ativos e informou que os recursos destinados à manutenção dos mesmos foram ampliados para o valor de R$ 7 milhões. Segundo o ministro, os referidos programas foram oferecidos às testemunhas e sobreviventes do caso Marielle e Anderson, bem como de outros casos execuções recentes no Estado do Rio de Janeiro, mas, por questões de segurança, ele não poderia revelar quantas ou quais pessoas estão sob tal proteção.

Durante o encontro, os parlamentares que integram a comissão externa conseguiram com que o ministro assumisse o acordo de manter o diálogo com o Gabinete de Intervenção Federal na segurança pública do Rio de Janeiro, para que parte do montante de R$ 1 bilhão e 200 milhões destinados à intervenção militar seja destinado à proteção de testemunhas de defensores de direitos humanos.

“O Brasil é um país que ostenta números assombrosos de assassinatos de defensores de direitos humanos. Saímos da reunião com esse compromisso do ministro em apresentar um programa de aplicação desses recursos”, disse o deputado Jean Wyllys.

Além do coordenador, também participaram da reunião os e as parlamentares Jandira Feghali (PCdoB-RJ), vice-coordenadora; o relator Glauber Braga (PSOL-RJ), Janete Capiberibe (PSB-AP), Jô Moraes (PcdoB-MG) e Benedita da Silva (PT-RJ).